O mais recente ataque do Greenpeace ao agronegócio brasileiro

Movimento ambientalista mirou a artilharia na direção de um projeto de lei que favorece o setor
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Agronegócio é o principal setor da economia brasileira
Agronegócio é o principal setor da economia brasileira | Foto: Divulgação/Agência Brasil

O Greenpeace voltou a atacar o agronegócio. Em 21 de novembro, a página do movimento ambientalista no Instagram divulgou uma charge com críticas ao projeto de lei (PL) dos defensivos agrícolas. Segundo o grupo de esquerda, trata-se de um “PL do veneno”, que vai prejudicar a saúde da população.

“O projeto autoriza mais agrotóxicos no país, até substâncias cancerígenas e proibidas em diversos países”, informou o Greenpeace, no post, ao defender uma mobilização contra a “bancada do câncer” no Parlamento.

Na imagem, é possível ver uma mãe consolando seu filho com a camisa da Seleção, enquanto observa torcedores de outros países assistindo à Copa. O menino pergunta: “É verdade que nós comemos veneno e eles não?”. Adiante, a publicação informa que “a quantidade de veneno é tanta que até os alimentos que o Brasil exporta para esses países podem conter resíduos tóxicos”.

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A narrativa do Greenpeace contra o agronegócio não resiste aos fatos

Em 9 de fevereiro, a Câmara dos Deputados aprovou um PL que modifica a legislação sobre defensivos agrícolas. A proposta tem três objetivos principais: acelerar os processos de registro dos produtos, que levam em média oito anos para ser concluídos; reduzir os custos envolvidos na pesquisa e no desenvolvimento dos insumos agrícolas; e alterar o termo agrotóxicos, estabelecido na Constituição Federal, para pesticidas.

Para ser aprovado no Brasil, um defensivo agrícola passa por estudos minuciosos. “Antes de chegar ao mercado, são avaliados pela Anvisa, pelo Ibama e pelo Ministério da Agricultura, que analisam os riscos potenciais para o homem, o meio ambiente e sua eficiência agronômica”, explica o jornalista Nicholas Vital, autor do livro Agradeça aos Agrotóxicos por Estar Vivo, em entrevista à Revista Oeste. A Anvisa é responsável pela classificação toxicológica dos produtos, que tem o objetivo de verificar o nível de perigo oferecido pelo pesticida durante o processo de manuseio e aplicação. Já o Ibama faz o parecer do ponto de vista ambiental. Depois da conclusão desses processos, entra em cena o Ministério da Agricultura, que decide se o produto é adequado para obter o registro.

A fim de agilizar os processos de análise, o PL 6.299/2002 (aprovado na Câmara) estabelece que, se os defensivos não forem aprovados em dois anos, a empresa dona de uma molécula nova poderá solicitar a autorização temporária de registro. “Isso será permitido se o produto tiver sido aprovado em pelo menos três países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE]”, explicou Christian Lohbauer, presidente da Croplife Brasil, associação de empresas de defensivos agrícolas. Depois da concessão, os agricultores poderão utilizar o novo pesticida. Durante esse período, os órgãos federais continuarão a analisar o defensivo. Se indeferirem o pedido ao fim do processo de avaliação, o produto será terminantemente proibido.

Os alimentos que chegam à mesa dos brasileiros são analisados segundo critérios rígidos, estabelecidos por entidades internacionais, como a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (Para), uma iniciativa da Anvisa que tem o objetivo de avaliar a qualidade dos alimentos vendidos em relação ao uso de defensivos, 99% das frutas, verduras e legumes comercializados no varejo em todo o território nacional não representam risco à saúde da população. Isso não significa, contudo, que os brasileiros morrerão de intoxicação se consumirem aquele 1% dos alimentos com resíduos acima do limite. “Um cidadão com 85 quilos, por exemplo, precisaria consumir 20 quilos de pimentões contaminados, em apenas 24 horas, para sofrer algum tipo de intoxicação crônica”, diz Lohbauer. O fato é que não se tem nenhum registro no mundo de morte causada por uma fruta tratada com pesticidas.

Leia também: “Pulverizando mitos”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 100 da Revista Oeste

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20 comentários Ver comentários

  1. Infelizmente uma minoria da população brasileira por puro interesse financeiro defende esses grupos de alguns países que somente querem usurpar de nossas riquezas e impedir que o Brasil realmente seja um país próspero.

  2. Sera que os produtotes rurais, teria coragem de dar uma lição neste povo que critica os produtores. Trabalharem um ano seguro e na safra sequinte, não plantar nem exportar um grão de cereais e nem 1 kg de carne, exportar nada de alimentos, ai colocaria este povo no seu devido lugar e dava uma lição neste contrario de vazo, o vazo recebi e este luladrão joga pela boca o msm produto. Ai iriam respeitar o Brasil. Cobra tem de matar ou ela te mata.

  3. São um bando de terroristas que deveriam mudar o nome para:
    GREENPISS (mijo verde)
    Para quem não sabe, o verdadeiro significado de ONG é “Olho Na Grana”.

  4. Os limpinhos deveriam se preocupar com o quintal deles. O agro poderia mudar de parceiros. Explorar novos mercados. Aqueles menos burocráticos. Acredito que irá até aumentar o faturamento. Os limpinhos estão preocupados em lacrar. Produzir o menos possível. Fazer intriga entre amigos e parceiros. E se fazer de vítima. O mundo deles poderia ser um tomorow land ou loolapalosa com água reciclada de bateria e carne vegana feita no laboratório com las pra não sairem dessa viagem Zé briguinha deles. Usam tudo que é podre do narcotráfico que vai até gasolina no refino. Morrem de alergia a lactose e come dog vegano nas esquinas das grandes cidades. Depois de tomar 20 litros de água de bateria após 10 comprimidos de bala e lsd da noite insana de loucura. Vai comer o que? Senti fome quem trabalha forte e pensa muito pra tentar resolver e contribuir pra uma sociedade que ainda não entendeu que só sobrevive quem produz. Se querem acabar com uma parcela grossa da população faz um pouco melhor. Se fecha em algum lugar por ai e defina seus caminhos. Não atrapalha quem tem vontade e força pra fazer alguma coisa para o mundo. A ciência tá aí pra ajudar os limpinhos. Pq não vão estudar e vir com sugestões que ajudem a melhorar a sociedade e não atrapalhar quem produz. Bora que a cerveja dos limpinhos vem do agro. A carne tb. O peixe. O leite. O pão. O frango. A salada. A minhoca. O algodão. A seda. O que eles quiserem vem do agro.

  5. SÃO GRINGOS PARASITAS PILANTRAS, QUE ENFIARAM SEUS RABINHOS ENTRE AS PERNAS PERANTE AO DERRAMAMENTO DE ÓLEO NO LITORAL, ESTÃO VOLTANDO COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO E PRECISAM SER TRATADOS NO PAU.

  6. KKKKKK… SÓ QUE ESSES IMBECIS NÃO SABEM OU FINGEM QUE NÃO SABEM QUE ESSA SOJA É PRATICAMENTE TODA EXPORTADA PARA ESSES PAÍSES “SADIOS”, GERALMENTE EUROPEUS, QUE APARECEM NA CHARGE. SE ESSA SOJA NÃO FAZ MAL A ELES, FARÃO A NÓS? RESPONDEM AÍ, IDIOTAS!

  7. Só o AGRO pode deter esse projeto do Foro de S.Paulo, se o AGRO se render ao “pragmatismo” agora , pagara caro em breve vide Argentina. Ou o AGRO, encara a situação ou logo sentira as garras da esquerda ! Basta dar um choque de realizada nesta geração Floco de Neve, se produzir uma única safra no anos de 2023, sem defensivos , garantem as terras e mostra como seria “lindo viver sem Veneno ! ” . Sem dinheiro não tem esquerda ! FATO !

  8. Será que estas ONGs sabem o que é passar fome? Será que eles torcem para a humanidade se deglediarem por alimentos? Será que eles imaginam bilhões de pessoas famintas se matando para ter um alimento? Não eles não imaginam, e nem pensam, o que interessa é o poder e o dinheiro. É melhor ingerir um pouco de agrotóxicos, do que ver milhões de crianças morrerem de fome.

  9. O greenpeace e seus seguidores de vies esquerdo patologico dão suporte a NOM, que querem escravizar a população. A reação contra esse pessoal está cada dia mais forte
    .. Talvez o Brasil inicie o processo. Vamos aguardar

  10. Se os produtos agrícolas brasileiros contém produtos tóxicos, convençam aos seus governos a não comprá-los. Produzam alimentos saudáveis nos terrenos de suas florestas desmatadas no passado. Evitem produzir industrializados com grande quantidade de sal e conservantes.

    1. Perfeito Sr Francisco de Assis.
      Que não consumam os nossos produtos AGRO.
      Greenpeace e NOM ameaçados finalmente de consideração pelos Brasileiros.
      Entramos na era BRICCS

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