O manual prático do ‘golpe’

Na Revista Oeste, J.R. Guzzo explica por que dar um golpe de Estado, ao contrário do que acham os editoriais, não é assim tão simples
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'Não adianta desfile com trator em Brasília, dizer 'pátria amada, Brasil' e chamar o general Braga', escreve J.R. Guzzo
'Não adianta desfile com trator em Brasília, dizer 'pátria amada, Brasil' e chamar o general Braga', escreve J.R. Guzzo | Foto: Antonio Molina/Fotoarena//Estadão Conteúdo

Em seu artigo publicado na Edição 75 da Revista Oeste, J.R. Guzzo explica por que dar um golpe de Estado, ao contrário do que acham os editoriais, os cientistas políticos de esquerda e o governador paulista João Doria (PSDB), “não é um negócio assim tão simplesinho”.

“Não adianta desfile com trator em Brasília, dizer ‘pátria amada, Brasil’ e chamar o general Braga. Ninguém muda regime político nenhum por não usar máscara, chamar o ministro Barroso de idiota ou defender ‘posturas antidemocráticas’. O que define se vai ‘ter golpe’ ou não vai ‘ter golpe’ é uma porção de coisas concretas que ficam mais embaixo — muitíssimo mais embaixo”, escreve Guzzo.

Leia outro trecho

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“Para quando é, afinal? Já agora, para o dia 7 de Setembro, junto com as manifestações pró-governo e anti-Supremo? Quando os caças Grippen da Força Aérea Brasileira chegarem enfim da Suécia e puderem quebrar os vidros do STF em Brasília, rompendo a barreira do som com voos rasantes sobre o seu edifício-sede? Quando os caminhoneiros fecharem a Transamazônica? Na próxima vez que os ministros derem ‘três dias de prazo’ para o presidente da República fazer isso ou aquilo? A verdade é que todo mundo fala, fala e ninguém diz o mais importante: que dia e a que hora, afinal das contas, vai sair esse golpe de Estado. Isso a Globo não diz. Ninguém diz.

Há algum tempo, não se sabe bem quanto, a mídia, a classe política, a nebulosa chamada ‘elites brasileiras’ e o universo intelectual-liberal-radical que toma vinho, lê jornal e se atormenta com a ‘variante Delta’ praticamente não falam de outra coisa: o golpe que será dado em algum momento por Bolsonaro ou, então, pelo seu primo-irmão, o conjunto de ‘atos antidemocráticos’ que estão em tudo, em todas as pessoas e em todos os lugares ao mesmo tempo. Os editoriais vão assumindo um tom cada vez mais desesperado. Os jornalistas de televisão, entre um e outro momento de indignação com a ausência de máscaras nos estádios de futebol, veem um golpista atrás de cada poste de luz. Os políticos de ‘esquerda’ vivem em histeria plena e permanente. E por aí vamos.”

Revista Oeste

Além do artigo de J.R. Guzzo, a Edição 75 da Revista Oeste traz reportagens especiais e textos de Augusto Nunes, Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino, Silvio Navarro, Dagomir Marquezi, Theodore Dalrymple, entre outros.

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