O silêncio de Moro em relação ao STF é ensurdecedor, diz Coppolla

No entanto, o comentarista político destaca que a candidatura do ex-juiz e ex-ministro merece o benefício da dúvida
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Caio Coppolla concedeu entrevista ao programa <i>Pânico</i>, da rádio Jovem Pan
Caio Coppolla concedeu entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan | Foto: Reprodução/YouTube

O silêncio do ex-juiz Sergio Moro em relação aos excessos do Supremo Tribunal Federal (STF) é ensurdecedor, afirmou Caio Coppolla na última segunda-feira, 29, em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan. “Isso mostra que o ativo moral identificado em Moro talvez estivesse presente na cadeira do juiz, não na personalidade do candidato à Presidência”, declarou.

De acordo com o comentarista político, no entanto, o ex-ministro da Justiça merece respeito. “Pelo histórico de Moro, darei o benefício da dúvida à sua candidatura à Presidência”, salientou. “Tenho a cabeça aberta para ser persuadido de que essa possa ser uma boa escolha para o país, com capacidade para enfrentar o sistema. Precisamos de um candidato que enfrente o sistema.”

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Coppolla ainda observou que há dúvidas sobre as pautas que serão defendidas por Moro enquanto possível candidato à Presidência. “Quando foi ministro da Justiça, encaminhou ao Congresso um projeto disruptivo, moderno, que endurecia a legislação penal”, disse, ao se referir ao Pacote Anticrime. “O que precisamos saber é: aquele Moro ainda existe?”

Em artigo publicado em Oeste, Silvio Navarro escreve sobre a candidatura de Moro ao Planalto. “Anunciada como o surgimento de um Barack Obama brasileiro capaz de salvar o país de tempos sombrios, a entrada de Sergio Moro na corrida eleitoral é mais um — senão o último — balão de ensaio dos incansáveis defensores da terceira via”, destacou.

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20 comentários Ver comentários

  1. votei no bolsonaro e vou votar novamente.
    mas dizer que coppolla traiu, não vejo assim
    ele não trabalha no governo, não é comissio
    nado e tampouco participa do planalto. então
    não é traíra, é ppinião. não devemos nos igualar
    aos esquerdistas.

  2. Impossível identificar a enorme maioria as verdadeiras intenções seja lá de quem for, principalmente dos que procuram a política; Dória, Joice Hasselmann, Kim Kataguiri, Kajuru, Frota, Pacheco, Alessandro Vieira, entre outros, nos dão absoluta certeza desse fato.
    No entanto, em relação a Moro, Copolla parece estar certo.
    Moro é um excelente Juiz, desarmamentista, a favor do aborto, defensor da ideologia de gêneros, extremamente vaidoso, não confiável e traíra, pelo menos quando a situação for desfavorável à manutenção de sua imagem; foi o que se observou.
    Sob o ponto de vista da lógica, da congruência, Moro é isso, e isso pode ser perfeitamente aceitável e até bom para alguns, enquanto que para outros não.
    Agora, em relação aos seus projetos, aí sim, mesmo que declare, diante de suas características de progressista/socialista, certamente boa coisa não há de esperarmos concretizar.

    1. Descreveu o Moro. Eu acrescentaria omisso, talvez.
      [Em alguns casos, em 2020, ele não foi omisso. Pelo contrario, foi a favor de prender pessoas que cometeram o “crime de andar na praia”, “crime de surfar”, “crime de ficar sentado numa praça”, etc].

  3. O rugido de Bolsonaro dia sete de setembro também foi ensurdecedor. Já o miado no dia seguinte foi esclarecedor: blefou e perdeu… e não tinha cacife para bancar o blefe. E agora virou marionete do Valdemar, dono do PL, um condenado por corrupção. Valdemar tem Bolsonaro na coleira…

  4. Quase sempre concordo com suas análises, Coppolla, como disse, quase sempre. Essa é uma das que eu nunca concordarei, Moro é mais do mesmo, se antes ele tinha a figura do juíz para mantê-lo nos trilhos da moral, agora nem isso lhe sobrou.
    Como ministro se mostrou covarde, omisso, falso e duas caras, além de se achar maior que o próprio governo. Prefiro não contribuir p saber como ele seria se ocupasse a Presidência da República.

  5. Copolla, me perdoe, mas quem se omite em assunto tão grave como o estado de anomia propocionado pelas sucessivas quebras constitucionais, não tem a menor condição de “enfrentar o sistema”. A atitude é de quem ou integra, ou quer integrar o sistema ou não tem coragem bastante para o enfrentamento.

    1. Descreveu Bolsonaro, um adesista ao centrão, agora no colo do bandido Valdemar da Costa Neto. Lamentável. Como os bolsominions vêem isso? É natural, pela”governabilidade “?

      1. Meu chapa, tenho pena de pessoas como vc, sempre à espera do próximo esquerdolóide que lhe chacoalhará algumas poucas notas de Reai$ e te deixará feliz abanando o rabinho. Felizmente para nós. vc terá que esperar muitos anos para esta próxima abanada.

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