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Política

OEA precisa agir contra decisão de Gilmar, diz deputado

Ele afirma que não existem mais mecanismos nem instâncias possíveis para barrar decisões consideradas autoritárias do STF no Brasil

Gilmar Mendes impeachment ministros STF
Gilmar Mendes foi criticado por argumentos para mudar legislação | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar, entre 12 e 19 de dezembro, a decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes de restringir à Procuradoria-Geral da União (PGR) a apresentação de pedidos de impeachment de ministros do órgão. Dias depois da decisão, a indignação continua a prevalecer em grande parte da opinião pública e do Congresso.

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Uma das iniciativas para tentar barrar a decisão foi o envio de pedido de ação da Organização dos Estados Independentes (OEA) contra a decisão do ministro. Para o deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP), autor da ação, a medida de Gilmar é prejudicial à democracia.

Cria, segundo o deputado, um bloqueio institucional, restringe instrumentos de fiscalização e reduz competências previstas para o Legislativo. Para ele, a decisão amplia a blindagem dos integrantes da Corte e distorce parâmetros constitucionais. A Oeste, ele explicou o motivo de ter recorrido ao órgão internacional.

“Decidimos recorrer à OEA por entender que não existem mais mecanismos nem instâncias possíveis [para barrar as iniciativas do STF] no Brasil”, afirmou o Tenente Coimbra, que também protocolou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) uma moção de repúdio à decisão.

A OEA atua como fórum político para temas institucionais nas Américas, com foco na defesa da ordem democrática. É nesse espaço, criado em 1948, que Coimbra deposita suas expectativas.

“Num cenário de ditadura do Judiciário brasileiro, cabe aos organismos internacionais pressionar o governo local sobre mais esse abuso autoritário.”

Crítica a Gilmar Mendes

O deputado também criticou o argumento de Gilmar. O ministro declarou que a Lei do Impeachment, de 1950, “caducou”. Sugeriu, com isso, que o Congresso aprove uma nova norma que se encaixe a essa visão. No entanto, mesmo se isso não ocorrer, depois de analisar a decisão, o STF vai referendá-la ou não.

Leia mais: “Senado debate atualização da Lei do Impeachment”

“Não é prerrogativa do STF legislar”, ressalta o parlamentar. “Essa declaração é mais uma alucinação do ministro Gilmar Mendes. Infelizmente, hoje, vivemos praticamente num imperialismo protagonizado pela Suprema Corte.”

2 comentários
  1. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Tem sim, DEPUTADO. É SO DEPUTADOS E SENADORES SEREM BRASILEIROS DE VERDADE E NÃO TEREM MEDO DESSE FDP DO GILMAR BOCA DE SAPO MENDES.

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