Oito ex-procuradores-gerais se manifestam contra o voto ‘impresso’

Grupo afirmou que não há indícios de fraudes nas urnas eletrônicas
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Ex-PGRs lembram que pediram a queda do voto auditável, no passado
Ex-PGRs lembram que pediram a queda do voto auditável, no passado | Foto: Divulgação/Agência Brasil

Contra a impressão do comprovante do voto, oito ex-procuradores-gerais (PGRs) da República assinaram uma carta “em defesa da verdade e do sistema eleitoral brasileiro”. No documento, o grupo afirma que “jamais houve o mínimo indício comprovado de fraude”. Além de chefiar o Ministério Público Federal (MPF), o PGR ocupa o posto de procurador-geral eleitoral, representando a PGR junto à Justiça Eleitoral, auxiliando no processo.

A nota dos ex-PGRs lembra que, em 2011 e 2018, os então comandantes do MPF pediram ao Supremo Tribunal Federal que declarasse a inconstitucionalidade do voto auditável. Para eles, esse registro afrontava os direitos ao voto secreto e à liberdade da escolha do eleitor. Assinam o manifesto Raquel Dodge, Rodrigo Janot, Roberto Gurgel, Antônio de Souza, Cláudio Fonteles, Aristides Junqueira, Sepúlveda Pertence e Inocêncio Mártires Coelho.

Especialista levanta dúvidas sobre o software das urnas

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Amílcar Brunazo, engenheiro especialista em segurança de dados e voto eletrônico, afirmou que a confiabilidade das urnas eleitorais é duvidosa. De acordo com ele, o equipamento pode ser objeto de fraude. “O software é desenvolvido no TSE seis meses antes das eleições, compilado com 15 dias de antecedência, transmitido por internet pelos tribunais regionais e por cartórios, e gravado num flashcard”, explicou Brunazo, no mês passado, durante audiência pública em comissão especial da Câmara dos Deputados.

“A equipe do professor Diego Aranha, dentro do TSE, mostrou ser possível pegar esse cartão, inserir nele um código espúrio, que não foi feito pelo TSE, e colocar na urna eletrônica”, salientou o especialista, ao mencionar que os brasileiros acabam tendo de confiar no servidor que vai pôr o dispositivo na máquina. “Muitas vezes é um profissional terceirizado. Realmente, o processo eleitoral brasileiro depende da confiança de todos os funcionários envolvidos. Isso é um equívoco”, lamentou Brunazo.

Leia também: “O que você precisa saber sobre o voto impresso”, reportagem publicada na Edição 54 da Revista Oeste

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39 comentários

  1. Certamente, esses eram alguns beneficiados com o butim dos petralhas, lógico que vão defender, estão com saudade dos bons tempos$$ em que o país vivia em harmonia$$.

  2. Gostaria que algum deles, pelo menos um, assinasse uma carta que não é esquerdista! Esquerdista não aceita voto impresso porque é coisa do “genocida”. Além disso, sempre contaram com possibilidade de fraudes. Está no DNA do socialista a mentira, tapeação, enganação, sissimulacao e obviamente o atraso.

    1. Meu Deus! O que quer dizer isso: os procuradores também tão nessa de dizer que a urna inauditável é perfeita? Só me deixa mais cabreiro…

  3. Então que se faça as eleições e que se o Nove Dedos ganhar, que se quebre o pau neste país. Estão dispostos? Pois será assim que será. Bom dia a todos.

  4. Esses oito ex-procuradores (ainda bem que ex) estão dando pitaco por que? Alguem lhes pediu opinião? Não têm interesse algum no voto transparente, porque certamete levam parte do bolo dos eleitos fraudulentamente. O Brasil não deu certo. Ou melhor: deus certo, sim. Para os políticos, judiciário e funcionários públicos. Assaltam o Erário de todas as formas, e nada lhes acontece.

  5. Somente o fato do Brasil, Bangladesh e Butão serem os únicos países do MUNDO a adotar essas urnas eletrônicas de 1ª geração, já seria mais que suficiente para que as urnas no Brasil fossem substituídas para no mínimo as de 2ª geração, que permitem a impressão do voto e são auditáveis em todo o processo. Que argumentos são esses que insistem em que tenhamos o mesmo nível de confiabilidade nas eleições iguais a países como esses???? Isso está muito errado!!! Algo de muito podre no ar…

  6. Esta é a nossa elite privilegiada que representa a máquina estatal brasileira que nos suga dia-a-dia. Todo mundo sabe que eles não querem melhorar o nosso país, pois uma das maneiras é aprimorar este vetusto e ultrapassado sistema de votação que pode ser manipulável e que existem para manter e beneficiar o establishment. E o absurdo adotado apenas no Brasil, no monárquico Butão e na ditadura de Blangadesh, dois dos países mais pobres do mundo. Queremos mudar isto e o Bolsonaro representa esta mudança. Chega desta casta protegida e abastada vir nos contar mentiras. Chega de cinismo !

  7. ESTÃO SE PROTEGENDO DE POSSÍVEIS INVESTIGAÇÕES. TODOS ELES SÃO CONIVENTES COM AS FRAUDES QUE JÁ OCORRERAM, SIMPLES ASSIM!!

    AUTO BLINDAGEM. AÍ, TEM SUJEIRA!!

    1. Sem o POVO NAS RUAS, essa cambada não sairá de cima!!
      OS DEPUTADOS DA BASE DO GOVERNO E OS MOVIMENTOS DA DIREITA PRECISAM CONVOCAR MANIFESTAÇÕES URGENTES!!
      🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃🏃💚💛

  8. Que governos essa gente prestou serviços? Estão tão insanos como Janot quando forjou a famosa delação premiadíssima do Joesley em companhia de Fachin e da Globo. Julgam-nos idiotas e não conseguem enxergar os graves conflitos sociais que poderiam ser evitados com o VOTO IMPRESSO, mesmo que LULA ganhasse.

  9. Seria estranho se eles apoiassem o voto auditável.

    O Sepúlveda Pertence foi advogado do Lula, precisa dizer mais alguma coisa?

    1. Você tem razão! E acrescento: Quando formado um grupo de poucas ou muitas pessoas, basta ter um Petista para que sirva de atenção e cuidado, pois tenha certeza que os outros 999 são suspeitos!

  10. Como sempre os leigos, principalmente os mais alienados, prepotentes e presunçosos, tentando ganhar valor falando besteira do que nada entendem!
    O que foi praticado nos cursos de Direito no País?

  11. Voto eletrônico certificado e contagem pública

    Estes são os problemas da atual urna eletrônica, que podem ser resolvidos com a solução proposta pela Associação GRITA!, que inclui o voto eletrônico certificado pela ICP-Brasil.

    1. Eliminação do poder de manipular os resultados
    É necessário eliminar o poder de manipular resultados de eleições, sem deixar qualquer rastro. Hoje, este poder existe nas mãos de um pequeno numero de pessoas, no TSE. Quem realiza eleições não pode, também, desenvolver software, certificar equipamentos e programas, auditar os resultados das eleições e julgar eventuais desvios nas atividades.

    2. Certificação independente dos equipamentos e programas
    É necessário fazer a certificação prévia dos equipamentos e programas utilizados na eleição, por entidade acreditada pelo INMETRO, por exemplo, independente do TSE, para assegurar, de modo transparente, que o sistema entrega a funcionalidade prevista.

    3. Garantia da integridade de todo o sistema
    É necessário assegurar a integridade dos programas e equipamentos, ao longo de todo o processo, antes, durante e depois da votação, através de auditorias realizadas por entidades independentes do TSE, previamente credenciadas.

    4. Certificação dos resultados da votação
    É necessário certificar os resultados, através de auditorias independentes, após a eleição. A atual votação paralela não tem qualquer valor técnico, porque um programa invasor saberá facilmente como contorná-la.

    5. Materialidade do voto em documento eletrônico legal
    É necessário materializar cada voto em um documento eletrônico certificado pela ICP-Brasil, para dar validade legal ao voto, de acordo com a legislação vigente. O atual RDV (Registro Digital do Voto) reúne todos os votos em um único arquivo e não protege os votos contra apagamento ou alterações, no caso de quebra de segurança da urna.

    6. Proteção do voto, contra apagamento ou alterações
    É necessário substituir a atual Memoria de Resultados, um pendrive comum, por uma nova memória, com tecnologia de última geração, que só permita gravar cada voto uma vez e impeça o apagamento ou alteração de todos os dados.

    7. Sigilo do voto
    É necessário remover a identificação do eleitor da urna eletrônica, para eliminar a atual possibilidade de violar o sigilo do voto, em caso de quebra de segurança da urna eletrônica. A identificação do eleitor poderia ser feita pelo aplicativo e-Título do TSE, por exemplo.

    8. Apuração pública
    Contagem pública dos votos, com acompanhamento de fiscais dos partidos e dos representantes da Sociedade, previamente, designados pelos eleitores, em cada localidade de escrutínio para dar validade legal ao ato administrativo da apuração, que hoje é secreta e trata a segurança por obscuridade.

  12. O discurso daqueles que defendem a urna eletrônica coloca uma ‘cortina de fumaça’ ao centralizarem a discussão na urna. A urna em si pode até ser inviolável. O problema não está nas urnas eletrônicas especificamente, mas sim no sistema de transmissão dos votos (esse sim frágil e manipulável).

    1. com um Stf fazendo de td para soltar bandidos,lembremos que não foi só o 9 dedos colocado na rua,um judiciário aparelhado,ainda querem ter alguma credibilidade?calem-se.

  13. Pq o banana do seu presidente q fala, fala, e não age como deveria (BEM DIFERENTE DE SEUS ÓTIMOS MINISTROS), não mostra as provas que fiz que tem ? É uma anta.

  14. Se esses caras fazem esse manifesto mequetrefe, aí é que temos que duvidar da inviolabilidade das urnas. E tem mais, claro que tem! Sepúlveda Pertence e Junqueira foram nomeados PGR por Sarney, Raquel por Temer, Janot por Dilma, Gurgel e Fonteles por Lula, Inocêncio por Figueiredo, último Presidente da ditadura. Vale lembrar que Inocêncio sempre foi advogado da família Barbalho, pois os Barbalho são personagens de proa em escândalos e falcatruas para os mais variados gostos. Fica fácil então entender que esses ex PGRs prestam vassalagem a seus donos.

  15. Porque não é feito um plebiscito para saber o que a maioria dos brasileiros quer? Ai esses ex-procuradores poderiam votar também, e ter o mesmo peso de um cidadão comum, pois eles não falam por nós, não nos representam!!!

  16. Já existe proposta ALTERNATIVA ao Voto Impresso que garante 95% de confiança ao resultado das eleições, com 1% de margem de erro e com custos mínimos, se forem adotados os procedimentos sugeridos nesse vídeo do Canal OBTJ -> https://youtu.be/ebVV0EldkOY. Nada mais é que um teste de integridade em tempo real a ser realizado no dia das eleições em apenas 2% das urnas. Essa ideia resolve toda a polêmica, lembrando que o próprio voto impresso pode ser fraudado. OUTRA VANTAGEM, não depende de Emenda Constitucional para ser aprovada, só de Lei.

  17. Voto impresso está presente nos países mundo afora. É legítimo, é o correto. O eleitor quer essa segurança e deve ser respeitado. É inacreditável a politização que deram à pauta, apenas por ser uma pauta do Bolsonaro. A canalha unida para impedir mudanças positivas impede, sobretudo, o Brasil de ser um lugar para se viver em paz.
    A oposição insana contra o governo faz das nossas vidas um inferno todo dia.

    1. Pior do que isso é que existem um bando de ordinários mal intencionados que alimentam esse sistema corrupto. Em 2022 podemos eleger outro presidente que não seja o bolsonaro, mas querer a volta do PT é muita insanidade. Essa raça já provou que não vale nada. Acorda meu povo. Podemos fazer de nosso Brasil uma nação mais poderosa do mundo. Pare de pensar em retrocesso. Quem tem ladrão de estimação leve para sua casa, mas não queira essas pragas no poder.

  18. Como eu tenho dito, a possibilidade de auditar uma eleição de forma transparente fará com que os eventuais beneficiários e participantes de irregularidades do sistema que está sendo questionado afundem como uma rocha. Não me surpreende que todos que de alguma forma atuaram no sistema sob suspeita, estejam desesperados tentando inviabilizar o seu aperfeiçoamento. Quantos desses que se manifestaram não pertencem ao esquema sindical de lista tríplice existente no Ministério Público, e quantos não foram indicados por PT ou PSDB, facções de esquerda que dominam as eleições nacionais há décadas? Quem rompeu vários paradigmas foi Bolsonaro, e continuará rompendo, se o voto auditável for implementado. A esquerda percebeu que está numa crise de vida ou morte devido a possibilidade de ser varrida do poder político, por isso lançará mão até do mais inpensável recurso (como ministros do STF) para impedir que o pior lhe aconteça. Acho que essa percepção já é um consenso. Agora é ver como o país vai reagir a isso.

  19. Sou eletrônico.
    Não confio no firmware e Software da urna eletrônica.
    Posso colocar qualquer algoritmo. Um exemplo: Posso escrever um firmware que depois de 10.000 votos geral, a cada 10 votos no candidato A, seja registrado para o B. Depois disto fazer aleatoriamente. Difícil de pegar.
    Se o voto impresso não for aprovado, sugiro três coisas.
    1- Colocar especialistas da ABIN, checando 100% das urnas e dos softwares e lacrar. Não ligar nem na tomada, pois por lá pode se inserir software.
    2-Colocar exercito acompanhando todo processo. Inteligência do exercito.
    Se nada disto for feito, se os que acreditam que não pode ser burlado, e que não querem o voto impresso, sugiro a terceira.
    3- Candidato A convocar hackers , pro seu lado e também burlar o Firmware e software, já que é impossível.

  20. É o tipo de documento mandraque que alguém leva pra assinar e a pessoa ao menos ler. Por outro lado, oito procuradores não são mais de duzentas milhões de pessoas. Quem contrapõe ao voto auditável deveria morar numa casa sem porta. O grau de inocência de alguém que é contra aumentar a segurança do voto, que decide os destinos de uma nação, pode ser comparado ao de uma criança. Este tipo de gente não representa o povo e sim os seus interesses. Se você faz uma compra de um real o comerciante emite um comprovante na hora. Portanto essa gente que defende a não transparência não é digno estar prestando serviço ao povo.

  21. que bando de perversos e cretinos! com afirmações sem sustentação na realidade! pra esses não importa a desconfiança e a vontade da maioria o povo… filhos de satanás!

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