A oposição se posicionou em relação à nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que teve como um dos alvos o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A corporação cumpriu, na manhã desta quinta-feira, 18, mandado de busca e apreensão contra o parlamentar.
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A Oeste, a deputada Carol De Toni (PL-SC) afirmou que “não surpreende ver novamente um nome importante do PT aparecendo no centro de um escândalo dessa dimensão”.
“A história recente do Brasil mostra que, onde há corrupção, quase sempre existe um tentáculo do PT, de seus aliados ou do seu projeto de poder”, afirmou a parlamentar catarinense. “Foi assim no Mensalão, no Petrolão, na Lava Jato, nos esquemas envolvendo estatais, empreiteiras e contratos bilionários. Agora, vemos mais um capítulo gravíssimo.”

Pré-candidata ao Senado por Santa Catarina, De Toni destacou que o PT busca “vender ao povo brasileiro uma falsa imagem de reconstrução moral”, mas que na prática promove “aparelhamento, influência política, blindagem dos amigos do poder e escândalos bilionários que sempre acabam sobrando para o cidadão pagar”.
“O caso Banco Master precisa ser investigado até o fim, doa a quem doer. Ninguém está acima da lei”, disse a deputada. “O Brasil não aguenta mais ver poderosos se colocando como vítimas enquanto a verdadeira vítima é o povo brasileiro, que há décadas paga a conta de um dos maiores históricos de corrupção política do mundo.”
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O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), falou que a operação evidencia que a “esquerda adora falar em desigualdade”, mas que, “quando a polícia bate na porta, o que aparece é jatinho, cobertura e contrato milionário”.
“Enquanto o PT desfila como ‘partido dos pobres’, olha o que a polícia foi encontrar no quintal deles”, disse Gilberto. “Não é o povo que enriquece nesses esquemas. É sempre a mesma ‘turminha’ de Lula.”
Parlamentares pedem aprofundamento das apurações
O deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) chegou a dizer que o Senado Federal “não pode servir de refúgio de corruptos”. “Até quando a população brasileira vai ter que conviver com esse tipo de gente?”.
Segundo o deputado Rodrigo Valadares (PL-SE), “sempre” houve uma cobrança da oposição pelo “aprofundamento das investigações”. “Denunciei que havia muito mais por trás desse escândalo do que tentavam fazer parecer.”
“Agora, finalmente, a apuração começa a alcançar a origem do problema”, ressaltou o integrante do Partido Liberal sergipano. “Até que enfim chegaram ao embrião do caso Master: o PT da Bahia. A verdade demora, mas aparece. E a investigação precisa avançar sem blindagens, sem privilégios e sem proteção política para ninguém.”
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou a Oeste que “não é à toa que você tem um Guido Mantega como lobista do Banco Master, muito provavelmente facilitando a reunião secreta do Lula com o Vorcaro, fora da agenda, com presença de ministros, do indicado do próximo presidente do Banco Central’.
Segundo Girão, tudo isso é muito mal explicado dentro do PT. “A gente precisa se aprofundar urgente para que a população saiba, porque é ela, a população, que vai pagar a conta, que já está pagando com juros altos, com taxas bancárias, dessa fraude, maior fraude do sistema financeiro do mundo.”
Já o senador e vice-presidente do governo Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), disse que é “necessário prudência nessa hora. Ainda é cedo para avaliar os reflexos disso”. O parlamentar destacou que “o Jaques é um cara respeitado no Senado”.
A operação contra Jaques Wagner

Segundo a PF, Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de interesses do Banco Master e, em contrapartida, recebido benefícios indevidos. Entre eles, estariam um apartamento de alto padrão em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, além de repasses financeiros destinados a empresas ligadas a familiares do parlamentar.
A Operação Compliance Zero apura um suposto esquema bilionário que envolve fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça que teria sido estruturado a partir do Banco Master, instituição controlada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Além de Jaques Wagner, a nova fase da investigação tem como alvo o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano.
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E mais: “O fator centrão no Caso Master”, por Sarah Peres
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