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Política

Ex-sócio de Vorcaro pagou show nos EUA a Jaques Wagner e parentes

Informações da Polícia Federal mostram que, em junho de 2023, senador do PT e quatro familiares teriam recebido ingressos para camarote, no valor de R$ 63 mil

O senador Jaques Wagner é líder do governo no Senado Federal | Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
O senador Jaques Wagner é líder do governo no Senado Federal | Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

O ex-sócio do Banco Master Augusto Lima pagou R$ 63,3 mil por um camarote em um show na Califórnia, nos Estados Unidos, utilizado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e seus familiares.

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Informações da Polícia Federal (PF) mostram que, em junho de 2023, o parlamentar e quatro parentes teriam recebido ingressos para o camarote do evento. A referência ao episódio consta em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou buscas e apreensões contra Wagner, nesta quinta-feira, 18.

Mensagens entre Augusto Lima e Jaques Wagner

Augusto Lima e Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/Master
Augusto Lima e Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/Master

O documento não detalha qual artista se apresentou, mas relata trocas de mensagens entre Jaques Wagner e Augusto Lima. Nelas, o senador pede ingressos para cinco pessoas. “Pronto amigo. Seguem os outros dois. Abs.”, afirmou Lima, conforme despacho do ministro André Mendonça.

Segundo a PF, o pagamento dos ingressos ocorreu pela Reag Investimentos S.A., empresa ligada ao esquema investigado no Banco Master. João Carlos Mansur, citado como envolvido no diálogo, também aparece nas investigações sobre a compra dos bilhetes.

Leia também: “O PT destruiu o Brasil… novamente!”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 326 da Revista Oeste

Jaques Wagner e Augusto Lima foram alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira, 18. A PF cumpriu 18 mandados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, incluindo buscas, restrição de contato entre investigados e suspensão de passaportes. Entre os crimes analisados, estão corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A defesa de Augusto Lima declarou considerar a operação “desnecessária” e ressaltou que ele “está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração”. Segundo a mesma nota, “as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”.

Leia também: “A semente baiana: o elevador, o cartão e a conta que o Brasil vai pagar”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 323 da Revista Oeste

E mais: “O fator centrão no Caso Master”, por Sarah Peres

E ainda: “Os tentáculos do Master”, por Uiliam Grizafis

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