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Política

Pacheco anuncia retirada de grades em torno do Congresso em evento sobre 8 de janeiro

Presidente do Senado ainda afirmou que nada justifica os atos de vandalismo

Foto: Rute Moraes

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou, nesta segunda-feira, 8, que as grades em torno do Congresso Nacional serão retiradas.

“É chegada a hora, em 8 de janeiro de 2024, um ano após essa tragédia democrática do Brasil, abrir o Congresso Nacional para o povo brasileiro”, disse Pacheco. “Retirar essas grades que circundam o Congresso Nacional, para que todos tenham a compreensão de que essa é a Casa deles, é a Casa do povo, é a Casa de representantes eleitos, onde as decisões devem ser tomadas para o rumo do Brasil.”

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As estruturas foram colocadas no local depois dos ataques de vandalismo que aconteceram em Brasília em 8 de janeiro de 2023. O senador mineiro compareceu, nesta segunda-feira, 8, ao evento “Democracia Inabalada”, que marca o aniversário de um ano dos atos do 8 de janeiro.

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Durante o evento, Pacheco destacou ainda que os Poderes da República estarão atentos aos “traidores da pátria”.

“Neste ato que celebra a maturidade e a solidez de nossa República, digo a todos os brasileiros que os Poderes permanecem vigilantes contra os ‘traidores da Pátria’, contra essa minoria que deseja tomar o poder ao arrepio da Constituição”, continuou o senador mineiro.

Ainda em seu discurso, Pacheco destacou que a oposição “faz parte da democracia” e “mantém viva a democracia”.

“Aceitar, com naturalidade e grandeza de espírito, a vitória de um candidato com o qual não simpatizamos é dever cívico de todos nós”, declarou. “Isso não quer dizer que não possamos manifestar nossa discordância, nosso desagrado, em relação às políticas de governo.”

O evento que ocorreu hoje no Congresso Nacional contou com a presença de parlamentares da base governista, 12 governadores, ministros de Estado e ministros do STF.

Leia também: “Senadores assinam manifesto contra Ato Democracia Inacabada”

Outros 11 governadores não puderam ir por compromissos pessoais ou paralelos. Já os parlamentares da oposição não compareceram ao local e assinaram um manifesto contra o evento.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), era aguardado, mas alegou um problema de saúde de um familiar, e não compareceu.

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