publicidade
Política

Pacheco apresenta projeto para renegociar dívidas dos Estados com a União

Texto prevê que o Estado que fizer a renegociação tenha a dívida corrigida pela inflação do período, sem aumento real

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apresentou nesta terça-feira, 9, o Projeto de Decreto Legislativo (PLP) que prevê a renegociação das dívidas dos Estados com a União.

Apesar da expectativa de votar a matéria antes do início do recesso parlamentar, Pacheco destacou que se trata apenas de um texto base, portanto, alterações podem ser feitas por meio dos governadores, senadores e do governo federal. Pacheco disse ainda que vai convidar o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para relatar o projeto.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais sobre Política em Oeste

O texto prevê:

  1. Congelamento do valor principal da dívida atual (sem descontos);
  2. Uso dos 4% de juros atuais abatidos por diferentes mecanismos, como a federalização de bens e créditos estaduais e a conversão em investimentos nos Estados;
  3. Criação de um fundo com parte desses juros para atender a todos os Estados, endividados ou não;
  4. que as dívidas sejam parceladas em até 30 anos.

Dos 4% de juros além do IPCA, 1% pode ser perdoado se o Estado entregar seus ativos de 10% a 20% da dívida, e, se entregar mais de 20%, terá 2% perdoado. Já com relação aos outros 2%, 1% pode ser revertidos para investimentos aos Estados; e 1% revertido para todos os Estados, não só os endividados.

+ Câmara aprova crédito extraordinário de R$ 1 bilhão para proteção dos ianomâmis

Na prática, caso um Estado faça a renegociação e cumpra as quatro cláusulas, vai ter a dívida corrigida pela inflação do período, sem aumento real.

Conforme Pacheco, a Fazenda e os governadores concordaram com o esqueleto do texto, de que a fórmula de cobrança da dívida seja revista para reduzir as dívidas.

Atualmente, as dívidas são corrigidas pela inflação + 4% ao ano, ou pela Selic, que está em 10,5%. Ao todo, o governo federal acredita que as dívidas já comem mais de R$ 700 bilhões. A maioria do valor condensa as dívidas de Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Fernando S
    Fernando S

    E quanto a proibição de contrair novas dívidas ?
    Com certeza não deve haver nada no texto. Essa é só mais bomba relógio para ficar com os próximos governantes.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.