Parlamentares e aliados do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticaram o pedido do ministro Gilmar Mendes para que ele seja incluído no Inquérito das Fake News no Supremo Tribunal Federal (STF). A reação ocorre depois da divulgação de vídeos satíricos com referências à Corte.
Eles classificaram a medida como “desproporcional” e afirmaram que o inquérito tem sido usado como instrumento de pressão política. O caso foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Oposição fala em abuso e tentativa de intimidação contra Zema
O deputado Carlos Jordy afirmou que o pedido representa uma tentativa de “censurar e calar” opositores. Segundo ele, a inclusão de Zema no inquérito por conteúdo satírico reforça críticas sobre limites da atuação do STF.
Já o partido Novo declarou que a investigação, aberta há sete anos, tem sido usada de forma indevida. A sigla disse que o caso “confirma” declarações de Zema de que autoridades seriam “intocáveis”.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que a reação do Judiciário a um vídeo satírico é “ilegal” e “vergonhosa”. Em publicação nas redes, disse que o inquérito funciona como “uma espada na cabeça” de críticos do Supremo.
Ele também defendeu a ideia de que ministros não são “intocáveis” e devem ser investigados e sugeriu que o Senado poderia avançar com pedidos de impeachment contra integrantes da Corte.
O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) classificou a medida como “absolutamente desproporcional e ilegal”. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a reação do sistema a um vídeo satírico configura abuso.
Já o advogado Jeffrey Chiquini, também filiado ao Novo, afirmou que a medida configura abuso de poder por parte do STF.
Vídeo satírico motivou reação no STF
O pedido de Gilmar Mendes ocorre depois da circulação de vídeos críticos à Corte, criados com inteligência artifical e publicados nos perfis de Zema. O material teria motivado a solicitação para inclusão do governador no inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.
O Inquérito das Fake News foi aberto em 2019 por decisão do então presidente do STF, Dias Toffoli, e segue em tramitação na Corte.
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