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PARTE I: ‘Os ministros do STF são todos de esquerda’, diz Roberto Jefferson

'Os ministros do STF são todos de esquerda', diz Roberto Jefferson
Roberto Jefferson
O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, concedeu entrevista exclusiva a Oeste. Segundo ele próprio, a melhor já feita “nos últimos seis meses”. Por 1h15, o petebista falou de tudo um pouco. Reforçou o otimismo demonstrado nas redes sociais de filiar o presidente Jair Bolsonaro ao partido. E, evidentemente, analisou a atual situação do Judiciário. Convicto como é, foi firme em suas palavras. 

Este trecho faz parte da entrevista completa, que será apresentada aos leitores e leitoras de Oeste em uma sequência de seis tópicos. A seguir, o primeiro deles:

Críticas ao STF e ao ativismo judicial

O país vive um momento em que o STF parece ditar as regras do jogo. Interfere no processo de impeachment do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, suspende contas em redes sociais, como as do senhor e instaura um inquérito, considerado ilegal por alguns juristas. Como o senhor avalia esse atual momento do Judiciário?

O Supremo quer substituir os partidos políticos. Houve uma lacuna de poder muito grande no Brasil com a perseguição, não vou dizer perseguição, mas com os processos da Lava Jato contra os políticos, Executivos, governadores de Estado, ministros de Estado. O poder Executivo e o poder Legislativo foram duramente atingidos pela Lava Jato. Não há vácuo de poder. Até o governo do [ex-presidente] Michel Temer, você veja. O [ex] procurador-geral [Rodrigo Janot] que estava a frente do Ministério Público tentou prender o Temer presidente, tentou processá-lo. Havia um ativismo enlouquecido contra o Executivo e o Legislativo. Nesse vácuo de poder cresceu o Judiciário.

Mas a que o senhor atribui esse ativismo do Judiciário contra parlamentares e apoiadores de Bolsonaro?

Eles cresceram para cima do presidente [Jair] Messias Bolsonaro porque são todos homens de esquerda, e esquerda radical. Muitos fazem parte desse grupo globalista que nega a nossa cultura judaico cristã. Tem, aí, um poderoso componente religioso do satanismo que ministros do Supremo encarnam e representam nas posições que estão. E os ministros do Supremo são todos eles da esquerda e de esquerda. Foram homens nomeados pelo PT, pelo [ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] e pela [ex-presidente] Dilma [Rousseff], e pelo PSDB, do [ex-presidente] Fernando Henrique [Cardoso]. Fernando Henrique é um homem de esquerda, disfarça, mas ele é satanista. Sempre foi, ele é [socialista] fabiano. É o pior que tem, porque é o hipócrita.

Hipócrita?

Ele tem a capa verde, é igual melancia. Verdinha, verdinha, mas, por dentro, é vermelho, é comunista, e você se deixa iludir pelas belas palavras, pela cultura, professor da USP, sociólogo, fala inglês, fala espanhol, fala francês, então, parece um homem de classe média cristã. E ele não é. É satanista, advoga as teses do aborto, de liberação de drogas. Isso é o que o Fernando Henrique advoga, a teoria de [ideologia de] gênero… ele é satanista e é o movimento que o mundo vive hoje a partir da ONU [Organização das Nações Unidas], que é a sede mundial do irradiamento dessa ideia e desse pensamento. E dessa oposição a Jesus. Financiamento do George Soros, que é o capitalista da esquerda mundial e das famílias que são multimilionárias, famílias Rothschild, Fundação Ford, Bill Gates, essas pessoas que querem eles porque, pelo poder do dinheiro, pensam que podem substituir a vontade de Deus, a força de Deus, querem mudar Deus porque são poderosos no dinheiro, não na fé.

Voltando ao STF, como equacionar esses problemas?

Temos que mudar a forma [de se chegar à Suprema Corte]. O Supremo tem que ser o último degrau da carreira do juiz togado, não pode ser um advogado lobista com compromissos espúrios com JBS, banco, empreiteira, partido político, tem que acabar isso. Aquelas sabatinas já são uma vergonha. Tem que acabar essa sabatina no Congresso. Basta o Conselho Nacional de Magistratura [atualmente o Conselho Nacional de Justiça] (CNJ] indicar [para o STF] juízes de carreira que sempre viveram da toga, com a toga, por amor à espada da Justiça, a balança da Justiça, sem compromisso político partidário, Homens que sempre representaram a Justiça. Juízes, 30, 35 anos de experiência de vida, como magistrado, e o último degrau da carreira do magistrado. “Ah, mas eu sou promotor”. Escolheu ser promotor, toca tua vida no ministério público. “Ah, mas eu sou advogado”. Ótimo, parabéns, toca tua vida como advogado. Quem é juiz, fez a vida como juiz, esse que tem que ir para o Supremo no final da sua atividade profissional, ser o julgador da Suprema Corte do Brasil.

 

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