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Política

Frente da Segurança Pública articula ofensiva no Congresso contra PEC de Lewandowski

Parlamentares veem ameaça à autonomia dos Estados

O ministério da Justiça, sob a gestão do ministro Ricardo Lewandowski, é responsável pela iniciativa que motiva críticas da Frente Parlamentar. | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O ministério da Justiça, sob a gestão do ministro Ricardo Lewandowski, é responsável pela iniciativa que motiva críticas da Frente Parlamentar. | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Frente Parlamentar da Segurança Pública lançou uma manifestação contra a PEC da Segurança Pública proposta pelo governo federal. O grupo, liderado pelo deputado Alberto Fraga (PL-DF), trabalha para que o Congresso rejeite a proposta de emenda constitucional.

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O Ministério da Justiça, sob a gestão do ministro Ricardo Lewandowski, é responsável pela iniciativa que motiva críticas da Frente Parlamentar.










Recentemente, o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), integrante da Frente, reuniu-se com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. Eles discutiram reforços na articulação para barrar a medida.

Sanderson e Derrite articulam resistência à proposta que amplia o controle federal sobre a segurança pública | Foto: divulgação
Sanderson e Derrite articulam resistência à proposta que amplia o controle federal sobre a segurança pública | Foto: divulgação

A nota assinada por Fraga critica a PEC. Segundo ele, “o texto afronta, de modo direto, a autonomia dos Estados e dos governadores”. Ele diz que a matéria “insere novas competências privativas da União, impossíveis de serem concebidas sob o Constituinte derivado.”

PEC da Segurança enfraquece policias

A frente explica que a PEC “resultará no enfraquecimento das polícias estaduais”. Além disso, afirma que a mudança “engessará a gestão do sistema de segurança pública e dificultará a adaptação das políticas às necessidades regionais”.

Por fim, os deputados ressaltam que “a ampliação das competências federais gerará conflitos normativos e operacionais na execução das atividades policiais”.

Estratégia para barrar a proposta

Além disso, o núcleo planeja cobrar publicamente os deputados favoráveis à proposta e cogita divulgar os votos de quem apoiar a PEC. A intenção é ampliar o custo político para os que se posicionarem contra a autonomia estadual na segurança.

O presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Alberto Fraga (PL-DF), rejeitou a tentativa de intervenção da União
Fraga articula apoio de governadores e prepara ofensiva contra a PEC no Congresso | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O colegiado liderado por Fraga promete mobilizar parlamentares e pressionar pela rejeição da proposta no Congresso. A articulação inclui reuniões com governadores e secretários estaduais, além de um encontro previsto com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Leia também: Fabricio Rebelo, jurista: ‘Centralizar a segurança pública é comum em governos autoritários’, entrevista publicada na Edição 242 da Revista Oeste








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