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Política

Ex-sócio de Nelson Willians tem Ferrari apreendida pela PF

Durante a mesma operação, a Polícia Federal prendeu Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS'

PF Carro de luxo apreendido durante operação | Foto: Divulgação/PF
Carro de luxo apreendido durante operação | Foto: Divulgação/PF

Uma Ferrari vermelha foi apreendida pela Polícia Federal durante a operação de busca, nesta sexta-feira, 12, na residência de Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti. Ele é ex-sócio do advogado Nelson Willians, ambos investigados em nova etapa da Operação Sem Desconto.

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O foco das investigações é um suposto esquema de fraudes que envolve descontos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Durante a mesma ação, a PF prendeu Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”

Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras revelam que, entre 2019 e 2024, o escritório Nelson Willians Advogados movimentou R$ 4,3 bilhões em transações consideradas suspeitas. Os relatórios foram encaminhados à PF durante a apuração do caso.

Durante a mesma ação, a PF prendeu Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em Brasília. Ele é acusado de operar o esquema. Em São Paulo, o empresário Maurício Camisotti também foi detido sob suspeita de participação nos descontos indevidos.

Agentes também estiveram na residência e no escritório do advogado Nelson Wilians, em São Paulo. No local, foram encontradas dezenas de obras de arte.

O que dizem as defesas

A defesa de Nelson Wilians afirmou que ele colaborou plenamente com as autoridades. Segundo os advogados, sua relação com um dos investigados é apenas profissional e legal. Eles também informaram que os valores transferidos se referem à compra de um terreno vizinho à sua residência. A defesa ressaltou que a medida tem caráter investigativo e não implica culpa nem responsabilidade.

A defesa do empresário Maurício Camisotti disse que não existe motivo que justifique sua prisão na operação que apura fraudes no INSS. Os advogados consideraram a ação policial arbitrária. Também afirmaram que vão tomar todas as medidas legais para reverter a prisão e garantir os direitos do cliente.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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