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Política

PF apreende mais de R$ 200 mil na casa de deputada de Roraima

Tayla Peres é alvo da Operação Testa de Ferro, que investiga um suposto esquema de ocultação de patrimônio por meio da compra e venda de veículos

A deputada estadual Tayla Peres (Republicanos)
A deputada estadual Tayla Peres (Republicanos) | Foto: Divulação/ ALE-RR

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A Polícia Federal deflagrou a Operação Testa de Ferro nesta manhã, visando a deputada estadual de Roraima, Tayla Peres (Republicanos), em uma investigação sobre lavagem de dinheiro relacionada à compra e revenda de veículos em Boa Vista. Durante a operação, foram apreendidos R$ 238 mil em dinheiro, incluindo US$ 34 mil, em sua residência. A PF cumpriu 16 mandados de busca em 11 locais, incluindo o gabinete da deputada e estabelecimentos familiares.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Testa de Ferro na manhã desta sexta-feira, 26. A deputada estadual de Roraima Tayla Peres (Republicanos) está entre os alvos da ação. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro com compra, circulação e revenda de veículos em Boa Vista.

Os agentes apreenderam ao menos R$ 238 mil em dinheiro vivo na residência da parlamentar. Nesse valor, havia US$ 34 mil. Os investigadores também encontraram 50 envelopes com dinheiro em espécie. A PF não divulgou a contagem exata dos valores em cada pacote, mas a apuração afirma que diversos envelopes continham R$ 1 mil.

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Natural de Boa Vista (RR), a parlamentar, de 31 anos, é formada em Direito, casada e mãe. Ela foi vereadora da capital e agora exerce o segundo mandato na Assembleia Legislativa. Tayla Peres também concorreu a vice-governadora na chapa de Soldado Sampaio (Republicanos) na eleição suplementar de Roraima.

Buscas no gabinete de Tayla Peres

Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão no gabinete da deputada na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), em lojas ligadas a ela e à sua família e em uma revendedora de veículos. Ao todo, a Justiça Federal expediu 16 mandados. A PF cumpriu as ordens judiciais em 11 endereços relacionados aos investigados.

A PF afirma que o grupo utilizava “laranjas” para esconder bens e disfarçar a origem do dinheiro. A investigação identificou movimentações financeiras incompatíveis e negociações de veículos sem justificativa econômica.

Em nota, a ALE-RR informou que “as buscas ocorreram em apenas um gabinete e que a investigação trata de um caso particular, sem relação com a instituição”. A Assembleia afirmou ainda que “não é alvo da operação e que prestou apoio aos agentes”. Sobre a restrição temporária de acesso ao prédio, informou que “a medida foi adotada por questões de segurança, sem a intenção de impedir o trabalho da imprensa”.

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