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Política

PF deflagra operação sobre desvio de emendas Pix em Roraima

Ação autorizada por Flávio Dino cumpre 41 mandados em 4 Estados

Segundo a Polícia Federal, movimentações não cumpriram regras de autorização | Foto: Divulgação/ PF
Operação da PF apura suspeitas de fraude em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro | Foto: Divulgação/PF

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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 3, uma operação para investigar um suposto desvio de recursos de emendas parlamentares em Iracema e São Luiz do Anauá, Roraima, cumprindo 41 mandados de busca e apreensão em Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins. A investigação, autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino, surgiu de auditorias da Controladoria-Geral da União que apontaram irregularidades na aplicação de recursos das "emendas Pix".

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira, 3, uma operação para investigar um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares destinados aos municípios de Iracema e São Luiz do Anauá, em Roraima. Os agentes cumprem 41 mandados de busca e apreensão nos Estados de Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.

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Segundo a PF, a investigação tem como foco supostas irregularidades na aplicação de recursos das chamadas “emendas Pix”, modalidade de transferência especial que permite o repasse direto de verbas da União aos entes federativos, sem a necessidade de celebração prévia de convênio com o governo federal. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

O ministro do STF Flávio Dino | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro do STF Flávio Dino | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Investigação de emendas em Roraima começou a partir da CGU

As investigações tiveram início com base em auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU). De acordo com o órgão, foram identificados indícios de falhas no planejamento, na execução, na fiscalização e na transparência da aplicação dos recursos públicos enviados aos dois municípios.

Conforme a PF, os investigados são suspeitos da prática dos crimes de fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. Os mandados de busca e apreensão têm como objetivo reunir novas provas para esclarecer a destinação das verbas e a eventual participação dos envolvidos no esquema investigado.

A Polícia Federal não divulgou, até o momento, a identidade dos alvos da operação nem os valores que estariam sob investigação. O inquérito segue em andamento.

Leia também: “Babá do Brasil” artigo de Augusto Nunes e Cristyan Costa na Edição 329 da Revista Oeste

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