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Carlos Lopes, presidente da Conafer, se reuniu com o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em 1º de fevereiro de 2023, para discutir a nomeação do presidente do INSS, conforme relatório da Polícia Federal (PF) na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em aposentadorias. Mensagens indicam que Lopes buscava influência sobre cargos estratégicos no INSS para proteger um esquema de descontos indevidos.
O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Lopes, se reuniu com o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em 2023 para tratar da nomeação do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A Polícia Federal (PF) apresenta essa informação no relatório da primeira fase da Operação Sem Desconto. A investigação mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, recebeu o documento na última sexta-feira, 10. A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai analisar o material para decidir se apresenta denúncia, solicita novas diligências ou arquiva a investigação.
Segundo a PF, o deputado federal Euclydes Pettersen organizou o encontro, realizado em 1º de fevereiro de 2023, data da posse dos parlamentares eleitos.
PF liga reunião à investigação sobre fraudes no INSS
De acordo com o relatório, mensagens obtidas pelos investigadores indicam que Carlos Lopes buscava influência sobre cargos estratégicos no INSS.
A PF afirma que a escolha do presidente do instituto, do diretor de Benefícios e do procurador-geral seria essencial para garantir o funcionamento do suposto esquema investigado e evitar auditorias.
Leia também: “PF detalha apelidos usados para distribuir propinas em fraude no INSS“
O relatório também registra que, na mesma troca de mensagens, Carlos Lopes comentou a eleição das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado e afirmou que Rodrigo Pacheco havia vencido a eleição e que seguiria para uma reunião para discutir a presidência do INSS.
A Polícia Federal indiciou Carlos Lopes por organização criminosa, lavagem de dinheiro qualificada e corrupção ativa qualificada. Segundo a PF, ele está foragido desde o ano passado. Também indicado o irmão dele, Tiago Abraão Lopes, dirigente da Conafer.
A PF já havia mirado Euclydes Pettersen, que atualmente não exerce mandato, com mandados de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, em novembro de 2025. A investigação apura a suspeita de que ele recebeu propina para defender interesses do grupo investigado.
Em nota, Rodrigo Pacheco negou a versão apresentada pela PF. O senador afirmou que nunca se reuniu com Carlos Lopes e disse que não discutiu a indicação de nomes para a presidência do INSS.
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