Documentos relacionados a investigações confidenciais sobre o Banco Master foram localizados no celular do banqueiro Daniel Vorcaro durante análise da Polícia Federal (PF), que apura também a contratação de hackers a serviço do empresário.
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Segundo a PF, as informações extraídas do aparelho indicam que Vorcaro teve acesso antecipado a trechos de investigações sigilosas, antes mesmo da liberação oficial a sua defesa. Entre os arquivos, constam dados referentes à venda do Banco Master ao BRB, tema central da Operação Compliance Zero.
PF suspeita sobre contratação de hackers e manipulação de notícias
Mensagens entre Vorcaro e um de seus funcionários sugerem que ele teria solicitado a esse colaborador a contratação de hackers para invadir sistemas e obter documentos restritos de investigações. A suspeita é que essa prática também visava manipular a divulgação de notícias sobre o banco.
Os investigadores apontam que a posse desses documentos fortalece a tese de que Vorcaro cogitou deixar o país por receio de ser preso. Além disso, o uso de robôs teria servido para reduzir a exposição de notícias negativas e ampliar conteúdos positivos sobre o banqueiro e o Banco Master.
Desdobramentos judiciais e defesa
O empresário deixou a prisão em 29 de novembro, depois de decisão do TRF-1. Pouco depois, o ministro Dias Toffoli transferiu o caso ao STF por causa da apreensão de documentos envolvendo uma transação imobiliária com o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA). A investigação ficou suspensa até recente decisão de Toffoli, na segunda-feira 15, que determinou a retomada dos depoimentos dos investigados.
A PF também apura suspeita de que o Banco Master teria vendido carteiras de crédito consignado falsas ao BRB por R$ 12 bilhões, em tentativa de cobrir prejuízos. Os advogados de Vorcaro negam fraude e alegam que o BRB pôde trocar os ativos quando inconsistências foram identificadas.
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