publicidade
Política

PGR é contra ex-assessor de Bolsonaro comparecer à formatura da filha

Paulo Gonet disse ao ministro Alexandre de Moraes que a solicitação de Marcelo Câmara 'revela-se incompatível com a segregação provisória'

marcelo câmara
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante sessão plenária do STF, depois de se manifestar sobre os argumentos das defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros investigados na denúncia sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, recomendou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negue o pedido do coronel Marcelo Câmara, assessor do governo Bolsonaro, para ir à formatura da filha.

A cerimônia vai ocorrer em Maceió, entre 10 e 15 de novembro. Assinado ontem, o parecer de Gonet foi publicado nesta sexta-feira, 31.

Receba nossas atualizações

Conforme o documento, o pleito de Câmara, “revela-se incompatível com a segregação provisória fixada em 18/6/2025 e reiterada desde então”. Gonet afirmou que “eventuais inconveniências causadas pela restrição não bastam para garantir a revisão da medida em vigor”, destacando que cabe ao acusado “adequar o cotidiano à cautelar estabelecida e não o contrário”. Gonet ainda alegou que autorizar a saída do réu “significaria indevida acomodação da prisão preventiva às especificidades do requerente, em desrespeito às limitações de locomoção e comunicação almejadas”.

O PGR, contudo, opinou favoravelmente à solicitação de Câmara para receber visitas de Nelson Piquet, Luiz Lopes da Costa e Felipe Nascimento. “Constitui direito do custodiado a visita de parentes e amigos em dias determinados”, reconheceu Gonet, desde que respeitadas “as normas regulamentares do batalhão em que se encontra”.

+ Veja mais em Política

Prisão de Marcelo Câmara

marcelo câmara
O coronel Marcelo Câmara, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro | Foto: reprodução redes sociais

A polícia prendeu Câmara, preventivamente, em junho, por ordem de Moraes. O ex-assessor faz parte da ação penal que trata do que seria uma tentativa de ruptura institucional para manter o então presidente Jair Bolsonaro no poder, apesar do anúncio da derrota para Lula, feito pelo Tribunal Superior Eleitoral, em 2022.

A prisão havia sido decretada depois de suposto descumprimento das medidas impostas quando obteve liberdade provisória em 2024.

Conforme a investigação, Câmara tentou obter dados sigilosos do acordo de colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid.

Entre outras restrições, Câmara estava proibido de usar redes sociais, além de ter contato com outros investigados.

Leia também: “Territórios sequestrados”, reportagem publicada na Edição 294 da Revista Oeste

3 comentários
  1. Sérgio Tostes de Escobar
    Sérgio Tostes de Escobar

    A hora desse crápula vai chegar, podem ter certeza ⚖️👹🤬

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade