PGR se manifesta contra investigação a Bolsonaro sobre suposta interferência

Procuradoria-Geral da República rejeita pedido sobre caso envolvendo prisão de ex-ministro Milton Ribeiro pela PF

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Senador queria apurar suposta ajuda de Bolsonaro ao ex-ministro Milton Ribeiro
Senador queria apurar suposta ajuda de Bolsonaro ao ex-ministro Milton Ribeiro | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou na segunda-feira 29 contra um pedido para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) fosse investigado sobre suposta interferência na Polícia Federal (PF) no caso envolvendo repasses de verba no Ministério da Educação (MEC).

O pedido, ligado à investigação sobre o ex-ministro Milton Ribeiro, havia sido apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O parlamentar queria que o caso fosse acrescentado ao inquérito instaurado para apurar declarações de Sergio Moro, ex-ministro da Justiça, sobre tentativa de interferência de Bolsonaro na PF.

No entendimento da PGR, esse caso envolvendo o ex-ministro Milton Ribeiro já está sendo analisado em outro inquérito. O processo corre atualmente sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Na avaliação da vice-procuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, o pedido feito por Randolfe Rodrigues menciona somente reportagens jornalísticas, sem novos elementos para colaborar com as investigações em andamento.

Randolfe alegou no pedido que Bolsonaro teria interferido na PF para ajudar Milton Ribeiro no momento em que o ex-ministro foi preso, em junho. Na oportunidade, o ex-integrante do governo foi detido em Santos (SP), em operação que apura repasses irregulares de verbas dentro do MEC.

Milton Ribeiro é investigado sobre suposto favorecimento aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, em esquema de liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para prefeituras. A PF se debruça sobre indícios de cobrança de propina para a liberação de recursos.

O inquérito contra o ex-ministro e outros envolvidos foi aberto depois do vazamento de áudios, em março, em que Ribeiro afirmava que repassava verbas a municípios indicados por Gilmar Santos, supostamente a pedido de Bolsonaro.

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