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Política

PL pede a Mendonça suspensão imediata de campanhas publicitárias do governo Lula

Partido alega excesso de gastos com publicidade institucional

O ministro do STF André Mendonça | Foto: Victor Piemonte/STF
Os advogados do PL afirmam que a comunicação governamental passou por uma "intensificação extraordinária" | Foto: Victor Piemonte/STF

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Nesta quarta-feira, 1º, o Partido Liberal (PL) solicitou ao ministro André Mendonça, do STF e TSE, a suspensão imediata das campanhas publicitárias do governo Lula. Na representação, o PL alegou que os gastos com publicidade institucional ultrapassaram o teto permitido no primeiro semestre do ano eleitoral. O PL pede que o TSE exija a apresentação detalhada dos empenhos de 2026 e suspenda novas autorizações de despesas.

Nesta quarta-feira, 1º, o Partido Liberal (PL) reiterou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pedido para suspender imediatamente todas as campanhas publicitárias do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na ação, o partido sustenta que o governo Lula ultrapassou o teto de gastos com publicidade institucional no primeiro semestre do ano eleitoral. O processo tem como alvos o presidente e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

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O PL pede que o TSE determine, em caráter liminar, a apresentação detalhada de todos os empenhos realizados em 2026 relacionados à publicidade institucional, além da suspensão de novos empenhos e autorizações de despesas que possam ampliar o suposto excesso de gastos.

Saiba mais:

Os advogados do PL afirmam que a comunicação governamental passou por uma “intensificação extraordinária” e sustentam que recursos públicos estariam sendo utilizados para ampliar a exposição do governo junto do eleitorado.

Entre as campanhas citadas na representação estão as de divulgação do Novo PAC, do Plano Brasil Soberano, da COP30, da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e da proposta de mudança da escala de trabalho 6×1, ainda em tramitação no Congresso Nacional.

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A pasta divulgou o resultado da licitação para o contrato de um ano no Diário Oficial da União, na semana passada | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Governo teve gastos acima do limite

Segundo a representação, dados do Portal da Transparência, do Siga Brasil e de sistemas oficiais da Administração Federal indicam despesas superiores ao limite estabelecido pelo artigo 73 da Lei nº 9.504/1997, que impõe restrições à publicidade institucional em ano eleitoral.

De acordo com os cálculos apresentados pelo partido, os gastos classificados no Siga Brasil como “Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica”, incluindo publicidade institucional, publicidade de utilidade pública e patrocínios, somavam R$ 785 milhões até 18 de junho.

O valor supera em R$ 167,6 milhões o teto de R$ 618 milhões previsto para o período, o equivalente a cerca de 30%.

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O PL também afirma que os registros específicos da Secom apontam despesas de R$ 178 milhões com publicidade institucional até 15 de junho, acima do limite legal de R$ 135,7 milhões, diferença de R$ 42,3 milhões.

Na ação, o partido argumenta que houve uma intensificação da propaganda oficial em ano eleitoral, o que, segundo a legenda, teria potencial para beneficiar politicamente Lula, pré-candidato à reeleição.

1 comentário
  1. jose luiz Corte
    jose luiz Corte

    Impressionante como a direita assistiu calada a esse excesso. Já deveriam ter acionado a “justiça” eleitoral bem antes. Agora q faltam apenas 3 dias, é muito, mas muito tarde. Falta dinÂmica para combater a esquerda.

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