publicidade
Política

PL pede ao STF suspensão de alta do IOF

Partido argumenta que governo elevou imposto sem respaldo legal e violou competência do Congresso

PL - Fachada do STF, Corte à qual a PGR pediu análise sobre inconstitucionalidade de lei gaúcha
Edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF) | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O Partido Liberal (PL) apresentou nesta quarta-feira, 4, uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os decretos do governo federal que elevaram as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A legenda argumenta que o aumento do tributo ocorreu sem respaldo em lei específica, violando a Constituição.

A peça protocolada pelo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro revela que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, extrapolou o caráter regulatório do IOF. O partido acusa o governo de transformar o imposto em ferramenta de arrecadação, desvirtuando sua finalidade.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Para o PL, o reajuste das alíquotas carece de embasamento técnico. A legenda afirma que o aumento encarece as operações financeiras, prejudica o crédito e compromete o desempenho da economia.

Outro ponto levantado na ação diz respeito à competência do Congresso Nacional. O partido sustenta que cabe ao Legislativo legislar sobre o sistema tributário e que o Executivo invadiu essa atribuição.

Segundo o PL, a medida busca evitar danos irreparáveis à segurança jurídica e à estabilidade econômica do país

O pedido feito ao STF inclui a suspensão imediata dos decretos. Segundo o PL, a medida busca evitar danos irreparáveis à segurança jurídica e à estabilidade econômica do país.

Durante entrevista concedida na terça-feira 3, Fernando Haddad anunciou uma reunião com líderes do Congresso marcada para domingo 8. O ministro pretende apresentar alternativas fiscais que possam substituir o aumento do IOF.

Haddad afirmou que os efeitos do decreto permanecerão em vigor até que se alcance uma solução definitiva. Enquanto isso, o governo mantém o aumento como parte de sua estratégia fiscal.

A justificativa para a elevação do IOF está vinculada à meta de déficit zero para 2025. Diante da previsão de um rombo de R$ 52 bilhões no Orçamento, a equipe econômica adotou duas medidas: congelou R$ 31 bilhões em despesas e aumentou o IOF, estimando arrecadar R$ 20,5 bilhões.

Parte do decreto já foi revogada. Com isso, a previsão de arrecadação caiu para R$ 19,1 bilhões. No entanto, enquanto o Ministério da Fazenda negocia um novo pacote fiscal, o decreto segue em vigor.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade