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Política

Polícia Científica de São Paulo começa testes com canhão sonoro

Uso do alto-falante para dispersar pancadões na capital paulista é uma iniciativa da vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil)

Os bailes funk se tornaram um desafio tanto para moradores quanto para parlamentares que integram a Câmara Municipal de São Paulo | Foto: Vecstock/Freepik
Os bailes funk se tornaram um desafio tanto para moradores quanto para parlamentares que integram a Câmara Municipal de São Paulo | Foto: Vecstock/Freepik

A Polícia Científica de São Paulo vai começar os testes do Dispositivo Acústico de Longo Alcance (LRAD, na sigla em inglês). A vereadora paulistana Amanda Vettorazzo (União Brasil) propôs a compra do alto-falante em julho deste ano. O objetivo é usar o aparelho para dispersar os pancadões que ocorrem em diferentes pontos da capital paulista.

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Os bailes funk se tornaram um desafio tanto para moradores quanto para parlamentares que integram a Câmara Municipal da cidade. Alguns políticos afirmam receber denúncias de moradores em razão do som alto dos chamados pancadões. Além disso, investigam a atuação do crime organizado por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito cuja presidência está sob o vereador Rubinho Nunes (União Brasil).

Polícia Científica de São Paulo confirmou a elaboração de um estudo

Amanda destinou recursos via emendas parlamentares à Secretaria Municipal de Segurança Pública para a compra do dispositivo. A Polícia Científica, por sua vez, confirmou a elaboração de um estudo que vai avaliar a tecnologia de forma ampla. Os agentes vão levar em conta os fatores éticos, técnicos, legais, operacionais e de segurança.

Leia mais: “A glamourização do crime”, reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 258 da Revista Oeste

De acordo com Amanda, a iniciativa “marca um avanço significativo para a segurança de São Paulo”. “A partir de hoje, a maior Polícia Científica da América Latina começa a realizar testes que podem acabar com um dos maiores problemas da cidade”, afirmou. “Acompanharei de perto todas as fases e os protocolos do estudo. Se for aprovado, será uma ferramenta revolucionária para manter o sossego da população, que mais sofre com pancadões.”

Amanda Vettorazzo é candidata a vereadora de São Paulo pelo União Brasil
Amanda Vettorazzo é vereadora de São Paulo pelo União Brasil | Foto: Reprodução/Facebook/@amandavettorazzo.sp

O LRAD é um alto-falante superpotente. É capaz, por exemplo, de projetar sons de até 160 decibéis. Para ter uma ideia, o volume do equipamento é superior ao da decolagem de um jato. Conforme a vereadora, o equipamento será usado em operações da Guarda Civil Metropolitana.

A Oeste, Amanda explicou que a tecnologia do alto-falante LRAD é utilizada por forças de segurança em diversas partes do mundo.

De acordo com o jornal norte-americano Los Angeles Times, o dispositivo também funciona como arma tática — emite um som que faz as pessoas taparem os ouvidos e fugirem.

Alto-falante para dispersar multidões

A polícia da cidade norte-americana de Pittsburgh, por exemplo, usou o LRAD para dispersar manifestações durante a conferência internacional do G20, em 2009. Recentemente, agentes de Nova York usaram o aparelho para expulsar manifestantes durante um protesto. Amanda conheceu o alto-falante durante uma viagem recente que fez aos Estados Unidos.

“No caso específico dos pancadões, o equipamento permite a dispersão segura e não letal do público, por meio de ondas sonoras que causam apenas um desconforto momentâneo, sem provocar danos físicos”, afirmou a vereadora.

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2 comentários
  1. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    Essa MBL aí vai dar muito trabalho pra direita, eles se camuflam muito bem, tudo isso aí vai ser usado contra manifestações pró Bolsonaro e quem tentar fazer greve e logo isso vai se espalhar pelo Brasil todo, o ESTADO não deveria ter equipamentos destinados apenas a atingir massas.

  2. João Carlos Margiotta
    João Carlos Margiotta

    Seria um teste para inibir as manifestações populares de rua?

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