Por que eu quero que Lewandowski tome a vacina

Até poderíamos perguntar se, em 48 horas, o ministro conseguiria explicar por que ajudou Dilma a se livrar da inelegibilidade
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O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é favorável a cota racial para divisão do fundo eleitoral já a partir deste ano | Foto: FOTOS PÚBLICAS
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é favorável a cota racial para divisão do fundo eleitoral já a partir deste ano | Foto: FOTOS PÚBLICAS | ricardo lewandowski - eleições 2020 - cota racional para o fundo eleitoral

Até poderíamos perguntar se, em 48 horas, o ministro conseguiria explicar por que ajudou Dilma a se livrar da inelegibilidade

ricardo lewandowski - eleições 2020 - cota racional para o fundo eleitoral
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal | Foto: Divulgação/Fotos Públicas
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Em julho deste ano, quando o Brasil assustado ainda tentava saber como iria se virar ante uma crise sem precedentes, o colunista de necrotério da Folha de S.Paulo Hélio Schwartsman escreveu um artigo intitulado “Por que eu quero que Bolsonaro morra”. Dizia ele: “Jair Bolsonaro está com covid-19. Torço para que o quadro se agrave e ele morra. Nada pessoal”. Meses depois, o mesmo autor desejou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não voltasse da covid-19: “Por que torço para que Trump não se recupere”, era a manchete. “Seria hipocrisia dizer que desejo melhoras se não desejo e tenho motivos para isso”, completou o coveiro da página 2. Não sei se ele acredita em Deus, se é religioso ou não, se havia brigado com a NET ao telefone naquela noite ou se foram simplesmente as sinapses há muito tempo fora do lugar numa cabeça ultrapassada pelos dias — o comunismo não deu certo, Hélio.

O fato é que, ao descortinar de vez sua mão canhota no editorial deste domingo — aliás, entre outros colunistas,  alguns alpinistas de Natal que estão sempre em busca dos seguidores “meio intelectuais, meio de esquerda” perdidos nas redes sociais —, o jornal usou termos como “estupidez assassina”, “genocida” e “descaso homicida”. Não tenho memória de tamanha adjetivação contra um governo desde o impeachment de Fernando Collor de Mello nos grandes jornais — à época, a própria Folha estampou um editorial histórico em sua capa. Mas o que mais me chamou atenção foi o uso do dicionário para buscar um adjetivo que nos faltava nas páginas: “apalermado”.

É com esse adjetivo que os portais de notícias deveriam lembrar do ministro apalermado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski neste domingo. Numa de suas tantas diabruras, ele estipulou prazo de 48 horas para o governo federal anunciar as datas de vacinação de um imunizante que ainda não foi sequer liberado/registrado — não entrarei no mérito da eficácia nem da testagem na fase 3.

Até poderíamos perguntar se em 48 horas o ministro conseguiria, enfim, explicar por que ajudou Dilma Rousseff a se livrar da inelegibilidade durante o processo de impeachment, detalhar sua relação com a ex-primeira-dama Marisa Letícia que o levou à toga, sua dezena de votos revisores em benefício dos mensaleiros. Ou — até parece que foi ontem — por que achava que Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre deveriam permanecer nas cadeiras de comando do Congresso Nacional à revelia da Constituição.

Então, por que eu quero que Lewandowski tome a vacina já? Para que — vacinado —  quem sabe ele pare, definitivamente, de falar bobagens.

 

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26 comments

  1. percebi que tu pensou uma coisa e escreveu outra…. he he he
    Se o ministro fosse sério e competente determinava o mesmo prazo para as empresas e laboratórios que fabricam a vacina apresentassem seus relatórios e documentação apropriada à Anvisa.
    Além de tudo ele é covarde. Não tem coragem de enfrentar seus chefes.

    1. Esse ministro supremo precisa também ser vacinado contra raiva e aftosa bovina…….
      Tem compromisso com a companheirada e não com a constituição!!!

  2. O STF perdeu a credibilidade, mas não perdeu o poder que tem. Então, a sociedade brasileira está sofrendo com as decisões de seus ministros militantes de esquerda. Esses ministros, juntamente com grupos políticos, acadêmicos, etc, querem destruir o atual governo e impedir a reeleição do PR JB ou a eleição de alguém por ele indicado, ou de um conservador, de direita, mas, na verdade, estão prejudicando o País. A melhor e mais eficaz resposta à esses grupos se dará nas urnas. Além disso, uma grande mobilização popular para a defesa dos nossos reais interesses seria bom.

  3. Sílvio, seria interessante também que o Lewandowski explicasse sua alcunha ” Polaco ” nos e-mails da Odebrecht e o recente voto em favor das reeleições de ” Botafogo ” Maia, seu colega nos esgotos da Odebrecht e Alcolumbre para as duas Casas do Congresso. Lewandowski é um caso claro de patologia esquerdista e habitual estuprador da Constituição em favor dos seus delinquentes de estimação. Só quero ver a ginástica ideológica e seu triplo mortal carpado de juridiquês de porta de cadeia quanto à logística, acondicionamento da vacina e sua preocupação mequetrefe quanto aos efeitos colaterais de vacinas das quais se anuncia eficiência, mas sem expectativa de ação temporal. Vai ver, Lewandowski, O ” Polaco “, vai nomear-se fiscal do transporte das vacinas Brasil afora, seja nas asas da FAB em São Paulo para dar uma ajuda a Dória, o estafeta da China, ou aboletado numa sacolejante D 20 lá pras bandas do Povoado de Tatu-Caro, no Sul da Bahia. E nem é senilidade. É falta de vergonha mesmo, né, Polaco?

  4. Mais um ministro de m….. fazendo o que mais sabe, ou seja, m…..!
    Também acho que ele tem que tomar a vacina. Mas é contra a aftosa.

  5. É, verdadeiramente o Hélio da Folha, assim como boa parte dos jornalistas dos grandes veículos de comunicação, nacionais e internacionais, tem seu verdadeiro amor pelo comunismo, o que mais me deixa intrigado é que nenhum deles quer ser jornalista na China, Rússia, Venezuela ou em Cuba, até porque, se eles escrevessem o que escrevem aqui, hoje estariam presos pela “democracia” socialista, porém, o dito jornal em que Hélio trabalha, recebe dinheiro do partido comunista chinês, assim como vários outros jornais, segundo informações do serviço secreto americano, mostrando que na verdade não se trata de jornalismo verdade, ou opinião sincera, trata-se de dinheiro mesmo, a sobrevida desses jornais e emissoras está ligada aos repasses de seus parceiros comunistas, não seria surpresa nenhuma descobrir amanhã, que o Lewandowski também recebe uma grana para falar essas besteiras e atrapalhar o governo, afinal, quem o colocou lá foi um bandido que foi preso, pedir ao ministro honestidade é pedir que ele renuncie a sua vida, ele assim como Hélio, são aqueles insatisfeitos pelo Brasil estar bem na maior crise mundial. Helio, Lewandowski, lembrem -se China, Rússia, Cuba, Coreia do Norte, estão esperando por vocês para se tornarem moradores permanentes de lá, aliás, o povo brasileiro não quer vocês aqui.

  6. Esse Senhor é limitado demais, desajustado demais, militante demais.
    Em condições normais jamais existiria uma virgula sequer a seu respeito em qualquer noticiário que se preze.
    No entanto, ele como tantos outros prepotentes, maus, mas por terem a faca e o queijo nas mãos, se arvoram a apenas militar para seus reais padrões, os partidos de esquerda e seus membros, num afronto e desobediência acintosa à Constituição e ao povo.
    Devemos fazer de tudo para qualificar as cadeiras de nossa Suprema Corte, não poderemos mais aceitar pessoas mal preparadas, sem experiências, e com vitaliciedade, e não podemos ceder às arbitrariedades, absurdos e impossibilidades tentadas nos impor pelos atuais Ministros!

  7. Silvio, parabéns pelo humana e fraterna orientação ao ministro Lewandowsky para “tomar” a vacina já. Faltou dizer que você orienta a milagrosa vacina do marqueteiro Dória, e que “tomar não é beber”, é receber uma aplicação injetável indolor.
    Silvio, decisões como essa do Lewandowsky de obrigar o MS a divulgar em 48 horas o programa de vacinação (sem vacinas), são comuns na Suprema Corte, e você poderia nos proporcionar artigo com algumas decisões tomadas por todos eles, que enaltecem os seus “notáveis saber jurídico e ilibadas reputações”.
    Lembro de recente decisão da ministra Carmem Lucia, que considerou constitucional REDUZIR a jornada de trabalho dos servidores públicos entretanto SEM REDUÇÃO dos salários. Dá para entender esse corporativismo?
    Pior ainda, é que esses unidos ministros recentemente entenderam INCONSTITUCIONAL o necessário VOTO IMPRESSO, único meio de AUDITAR e ou RECONTAR as urnas eletrônicas, alegando “violação do sigilo e liberdade do voto”, provavelmente pensando que o bilhete impresso seria levado para casa pelo eleitor para comprova-lo ao comprador.
    Sugiro ao bom jornalismo da revista oeste, que em todos os meios de comunicação que participam, radios, tvs, etc, manifestarem a importância do voto impresso para as acirradas eleições de 2.022. Tem um iluminado ministro que disse estar estudando implantar o voto no celular. Vai entender de segurança lá na …longe.

  8. Silvio Navarro apenas põe nu o patético Lewandovski. Mas pensemos que pode ter sido apenas um rompante com a senhora sua esposa. Domingo à tarde, morno, umas copas de daqueles supremos vinhos, olha para a sua companheira (que é como um petista vê uma mulher) E tasca: “Mulher vamos fazer uma sacanagem?”. Ato contínuo pede um café tirado na hora e pede que ela leve ao escritório. Entre um gole e outro ele redigi a “intimação”só para sacanear o ministro da Saúde. De quebra ainda convoca o Advogado Geral da União. Só para confirmar sua macheza.

  9. Parabens Silvio Navarro!
    Ao Levandowski desejo nada! O tempo cuidará de matá-lo ou jogá-lo no ostracismo, no esquecimento e no desprezo da raça humana pensante, e exemplo do que ja acontece com o, nao menos endiabrado, Celso de Melo.
    Brasil acima de Tudo, Deus acima de Todos.

  10. Não só ele, mas também o homem de calças apertadas(Dória) teria que dar exemplo ao povo brasileiro e tomar a vacina primeiro. Depois de uma semana, o povo poderia ser vacinado. Se eles se vacinarem primeiro, depois eu me vacino.

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