Uma operação policial no interior do Maranhão resultou na prisão do prefeito de Turilândia, da vice-prefeita e de todos os 11 vereadores do município, acusados de integrar um esquema que teria desviado mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos.
As prisões dos envolvidos no suposto esquema de corrupção no interior do Maranhão ocorreram na segunda-feira 22, durante ação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Polícia Militar. As informações são do Jornal Nacional.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Ao todo, 14 pessoas foram presas em Turilândia e em São Luís, entre elas o prefeito Paulo Curió (União Brasil), a vice-prefeita Tânia Mendes e um neurocirurgião apontado como agiota do chefe do Executivo municipal. Durante as diligências, os agentes apreenderam mais de R$ 2 milhões em espécie na casa do irmão do médico.
Na quarta-feira 24, cinco investigados que estavam foragidos se apresentaram à Justiça: o prefeito Paulo Curió, a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice-prefeita Janaína Lima (PRD), o marido dela, Marlon Serrão, e o contador Wandson Jhonathan Barros.
Esquema envolvia licitações fraudulentas
Segundo o Ministério Público, o grupo atuava em um esquema de organização criminosa e corrupção, com desvios realizados ao longo de quase quatro anos. As investigações apontam que a prefeitura efetuava pagamentos por abastecimentos fictícios, e os recursos retornavam ao prefeito por meio de um posto de combustíveis ligado à ex-vice-prefeita e ao marido.
Clementina de Jesus Pinho, responsável pelos pregões eletrônicos do município, confessou participação nas fraudes, conforme o Jornal Nacional. De acordo com o promotor Fernando Berniz, “95% das licitações foram fraudadas de acordo com a determinação do prefeito Paulo Curió”. Ainda segundo o promotor, a servidora afirmou que recebia “presentes e vantagens indevidas” para viabilizar os esquemas.
Vereadores do interior do Maranhão foragidos
Dos vereadores envolvidos, cinco seguem foragidos. Outros seis tiveram a prisão convertida em domiciliar e utilizam tornozeleira eletrônica. Apesar das investigações, o presidente da Câmara Municipal, José Luís Araújo (União Brasil), não foi afastado e deve assumir interinamente a prefeitura.
Segundo o Ministério Público, a decisão judicial prevê que a situação seja analisada pelo procurador-geral de Justiça do Maranhão, que avaliará a possibilidade de uma intervenção no município. “A medida visa não inviabilizar a administração pública, mas há previsão legal para adoção de medidas mais duras, caso necessário”, afirmou o promotor Fernando Berniz ao Jornal Nacional.
A defesa de Eva Dantas e Paulo Curió informou que ambos estão à disposição da Justiça. A vice-prefeita Tânia Mendes não se manifestou. Os demais citados não foram localizados pela reportagem do Jornal Nacional.





































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.