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Política

Prefeitura do Rio firma contrato de R$ 4 milhões com instituto citado em auditoria da CGU

Entidade assumiu gestão emergencial de vila olímpica depois da rescisão de contrato com organização social

Prefeitura do Rio de Janeiro emendas suspensas
Prefeitura do Rio nega irregularidades | Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio | Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

A Secretaria Municipal de Esportes do Rio de Janeiro contratou, em caráter emergencial, o Instituto Realizando Futuro (IRF) por R$ 4,3 milhões para administrar a Vila Olímpica Dias Gomes. A parceria apareceu no Diário Oficial do município em 1º de junho.

A contratação ocorreu meses depois de uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontar problemas na atuação da entidade em projetos financiados por emendas parlamentares.

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Em relatório publicado em novembro de 2025, a CGU fez duras críticas ao instituto. Segundo o órgão, a entidade “não possui capacidade técnica e operacional para a adequada execução dos projetos” analisados.

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Sede da CGU, em Brasília | Foto: Divulgação/CGU

A auditoria também identificou R$ 2,5 milhões em despesas sem comprovação de destino. Esse valor fazia parte de um projeto maior, financiado por uma emenda de R$ 8,3 milhões.

Contratação ocorreu depois de rescisão de contrato

Segundo a Secretaria Municipal de Esportes, a prefeitura precisou encerrar o contrato com o Instituto Fair Play, responsável pela gestão da Vila Olímpica Dias Gomes.

A pasta atribuiu a decisão à indisponibilidade financeira da organização e à existência de processos trabalhistas. Para evitar a interrupção das atividades, o município recorreu à contratação emergencial do Instituto Realizando Futuro.

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O contrato terá duração de 12 meses e valor de R$ 4.364.301,94.

Em nota, a secretaria informou que a contratação seguiu as regras previstas na Lei nº 14.133/2021 e afirmou que escolheu uma entidade já qualificada para garantir a continuidade dos serviços oferecidos à população.

A pasta também declarou que pretende abrir um novo processo seletivo para definir a organização que assumirá a gestão da unidade quando o contrato emergencial terminar.

Outro instituto já havia sido alvo de questionamentos

Em maio, a Prefeitura do Rio cancelou um contrato de R$ 6 milhões firmado com o Instituto de Proteção das Garantias Individuais e Assistência Social (IPGIAS).

A CGU também havia feito apontamentos contra a entidade relacionados ao uso de recursos oriundos de emendas parlamentares.

Questionada sobre as conclusões da auditoria que envolve o Instituto Realizando Futuro, a Secretaria Municipal de Esportes não comentou os apontamentos feitos pela Controladoria-Geral da União.

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