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Política

Pressão pela CPMI do Master é 'palanque eleitoral', afirma Alcolumbre

Presidente do Senado alega que investigações já estão em andamento fora do Congresso

O presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre
'Passei quatro horas sendo ofendido por todos os congressistas que falaram da CPMI', afirmou Alcolumbre | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), voltou a defender a decisão de não instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master e acusou parlamentares de tentar transformar o caso em instrumento de disputa eleitoral.

Durante sessão plenária nesta terça-feira, 2, Alcolumbre afirmou que órgãos de controle já apuram as denúncias envolvendo o Master e questionou a intenção por trás da instalação de uma comissão parlamentar para tratar do tema.

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“A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça brasileira estão investigando isso”, afirmou o presidente do Senado. “Querem abrir mais uma CPMI para fazer palanque eleitoral.”

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O senador amapaense também reclamou das críticas por ter deixado de ler o requerimento da CPMI. De acordo com Alcolumbre, a cobrança ocorreu durante uma sessão do Congresso dedicada a pautas municipais.

“Passei quatro horas sendo ofendido por todos os congressistas que falaram da CPMI”, afirmou o presidente do Senado. “Fiz aquela sessão do Congresso para ajudar 5 mil prefeitos, mas o foco acabou sendo o Davi, que não leu o requerimento da CPMI do Banco Master para ‘passar o Brasil a limpo’. Isso não é para passar o Brasil a limpo. É campanha eleitoral.”

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação do veto presidencial (VET 3/2026) | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação do veto presidencial (VET 3/2026) | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Alcolumbre fala sobre a CPMI do Master

A controvérsia começou durante sessão conjunta do Congresso em que deputados e senadores pressionaram a Mesa Diretora para formalizar a criação da CPMI, no dia 21 de maio.

Mais de dez parlamentares apresentaram questões de ordem e afirmaram que o requerimento já cumpria os requisitos constitucionais para a criação da comissão, com o número mínimo de assinaturas exigido.

Alcolumbre rejeitou os pedidos e argumentou que a leitura de requerimentos é uma atribuição da Mesa e depende de decisão da presidência.

“Requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência”, declarou. “Portanto, o momento da leitura é um ato discricionário da presidência da Mesa do Congresso Nacional.”

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3 comentários
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Não é palanque , não. O povo tem direito de saber das ligações, nada republicanas.

  2. PCC
    PCC

    Esse aí tá envolvido até o pescoço. Aliás, a república está toda corrompida.

  3. Cleodemir José Martins
    Cleodemir José Martins

    A escala 5×2 não é eleitoteiro? É ser hipócrita mesmo.

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