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Política

Prisão de Bolsonaro 'dificulta ainda mais o caminho da pacificação social', diz bancada evangélica

Em nota, grupo afirma que decisão do STF é desproporcional e amplia tensões políticas no país

A nota destaca que o ex-presidente é idoso, tem 'saúde debilitada' e 'não apresenta qualquer risco de fuga'
A nota destaca que o ex-presidente é idoso, tem 'saúde debilitada' e 'não apresenta qualquer risco de fuga' | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

A bancada evangélica no Congresso Nacional divulgou nota neste domingo, 23, e afirmou que acompanha “com pesar e intensa preocupação” a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. O grupo classificou o episódio como “um fato de relevante impacto político e institucional para o segmento cristão”.

O texto expressa solidariedade a Bolsonaro e à família e afirma que “todo cidadão tem direito ao devido processo legal, à ampla defesa, ao contraditório e a um tratamento compatível com as garantias previstas na Constituição da República”. A nota afirma ainda que o ex-presidente é idoso, tem “saúde debilitada” e “não apresenta qualquer risco de fuga”.

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A nota da frente conclui que continuará acompanhando o caso. Disse que seguirá se posicionando “em favor da legalidade, da ampla defesa, do contraditório e da segurança jurídica”, considerados pelo grupo fundamentos indispensáveis para a paz social.

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A bancada evangélica é um dos grupos mais atuantes do Congresso e mantém alinhamento com Bolsonaro.

Bancada evangélica diz que prisão abala confiança nas instituições

O grupo afirma que o país vive um momento de “elevada tensão” e que decisões “sem absoluta observância do princípio da proporcionalidade” ampliam divisões. Segundo o texto, essas medidas “comprometem a confiança da população nas instituições” e criam “um ambiente de insegurança jurídica”.

Bolsonaro foi preso preventivamente neste sábado, 22, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob argumento de risco de fuga. A decisão atendeu a pedido da Polícia Federal, respaldado pela Procuradoria-Geral da República.

Leia também: “Preso na PF, Bolsonaro mantém rotina com visitas e comida levada pela família”

Na ocasião, Moraes citou a convocação de uma vigília de apoiadores em frente ao condomínio do ex-presidente em Brasília, a fuga de outros bolsonaristas e a violação da tornozeleira eletrônica por Bolsonaro.

Em audiência de custódia neste domingo, Bolsonaro afirmou que violou a tornozeleira por causa de efeitos de remédios que o deixaram em estado de paranoia. Depois de cerca de 30 minutos de sessão, uma juíza auxiliar do STF validou e manteve a prisão preventiva.

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2 comentários
  1. Silva lilica
    Silva lilica

    Como encontro os nomes desses que fazem parte da bancada evangélica???

  2. Mario Jorge Sampaio
    Mario Jorge Sampaio

    Só oferecem ‘solidariedade’…. Nenhuma ação efetiva. Já o psicopata continua agindo impunemente…

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