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Política

Proibição do STF: veja as embaixadas próximas à casa de Bolsonaro, em Brasília

Entre elas, estão representações do Sri Lanka, República da Macedônia, Coreia do Norte, Sultanato de Omã, Singapura e Nicarágua

Ex-presidente Jair Bolsonaro em julgamento da denúncia do núcleo 1 da Pet 12.100, no STF
Ex-presidente Jair Bolsonaro em julgamento da denúncia do núcleo 1 da Pet 12.100, no STF | Foto: Antonio Augusto/STF

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida na sexta-feira 18, impede o ex-presidente Jair Bolsonaro de se aproximar a menos de 200 metros de qualquer embaixada em Brasília. A restrição também proíbe contato com embaixadores e autoridades estrangeiras.

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Na região do Jardim Botânico, onde o ex-presidente reside, seis representações diplomáticas estão entre as mais próximas de seu endereço — uma casa alugada no Condomínio Solar de Brasília. Entre elas, estão as embaixadas do Sri Lanka, República da Macedônia, Coreia do Norte, Sultanato de Omã, Singapura e Nicarágua.

Distâncias de embaixadas próximas a Bolsonaro

Mapa que mostra a proximidade da casa de Bolsonaro a embaixadas, em Brasília
Mapa que mostra a proximidade da casa de Bolsonaro a embaixadas, em Brasília | Foto: Reprodução/Maps/g1

A embaixada do Sri Lanka fica a 2,8 km da residência, com trajeto de carro estimado em 10 minutos. Já a da Macedônia está a 2,9 km, com deslocamento de 9 minutos. A Coreia do Norte tem a menor distância, 2,3 km, cujo endereço fica a 6 minutos de carro. Sultanato de Omã, Singapura e Nicarágua localizam-se a distâncias entre 2,8 km e 3,1 km, com tempo de percurso de até 8 minutos.

No caso da embaixada dos Estados Unidos, país que tem governo que apoia Jair Bolsonaro, a distância para a casa do liberal é maior, cerca de 8 km. O trajeto fica a aproximadamente 12 minutos de carro.

Episódio na embaixada da Hungria

Em fevereiro de 2024, depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal envolvendo suspeita de tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro passou duas noites na Embaixada da Hungria, localizada na Asa Sul, entre os dias 12 e 14 de fevereiro. Depois da ação policial, que resultou na apreensão de seu passaporte e prisão de dois ex-assessores, câmeras de segurança registraram sua chegada ao local.

Segundo as normas da Convenção de Viena, de 1961, da qual o Brasil é signatário, as embaixadas são “invioláveis”. O tratado determina que “os locais da Missão são invioláveis”.

Leia também: “Soberania para roubar”, artigo de J.R. Guzzo publicado na Edição 278 da Revista Oeste

“Os Agentes do Estado acreditado não poderão neles penetrar sem o consentimento do Chefe da Missão”, estabelece o documento. Dessa forma, Bolsonaro só poderia ser abordado por agentes brasileiros dentro da embaixada com permissão do governo húngaro.

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