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Política

Projeto de lei defende internação compulsória de usuários de drogas em São Paulo

Os vereadores paulistanos Kenji Palumbo (Pode) e Rubinho Nunes (União) são autores da proposta

Usuários de drogas no centro de São Paulo
Forças de segurança realizam operação policial na região da Cracolândia, no centro da cidade de São Paulo | Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

A Câmara Municipal de São Paulo discute um projeto de lei que propõe a internação compulsória de pessoas que não estejam em pleno estado de saúde mental por causa do uso de drogas. A proposta foi apresentada na última sexta-feira, 31.

O Projeto de Lei 53/2025, de autoria dos vereadores paulistanos Kenji Palumbo (Pode) e Rubinho Nunes (União), autoriza o Poder Executivo a encaminhar essas pessoas para centros de acolhimento ou reabilitação.

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A proposta estabelece que indivíduos em situação de vulnerabilidade sejam inicialmente abordados por agentes da assistência social e encaminhados a centros de acolhimento. No caso de pessoas que não demonstrem lucidez por causa do uso de entorpecentes, um médico será responsável por avaliar a necessidade de internação.

O projeto determina ainda que a decisão de internação será discricionária ao profissional de saúde, que recomendará ou não o tratamento em centros especializados.

“A internação é uma medida, que poderá ser aplicada apenas em circunstâncias excepcionais, em conformidade com as diretrizes de respeito aos direitos humanos, buscando sempre preservar a dignidade e a liberdade do paciente”, afirmam os vereadores. “No entanto, em muitos casos, o transtorno mental pode levar o indivíduo a um quadro de delírio ou psicose, comprometendo sua capacidade de discernir sobre a necessidade de tratamento e a gravidade de sua condição.”

Uso de força policial contra usuários de drogas

Para garantir a segurança dos agentes envolvidos na operação, a proposta autoriza o uso da força policial, caso necessário. Segundo a justificativa apresentada pelos parlamentares, o objetivo do projeto é oferecer uma resposta legal e eficaz para situações em que a saúde do indivíduo ou a segurança de terceiros esteja em risco.

O texto defende que a internação seja aplicada apenas em casos excepcionais e com base em avaliação médica criteriosa. Além disso, afirma que a medida busca assegurar a assistência necessária para estabilizar o quadro clínico dos pacientes e facilitar sua reintegração social.

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“A proposta também visa a garantir que, após a internação, o paciente seja acompanhado de perto por profissionais capacitados, dentro de um ambiente seguro e apropriado para o tratamento de sua condição, respeitando sua integridade e promovendo sua reintegração social o mais breve possível, quando a estabilização do quadro clínico for alcançada”, disseram os vereadores, no documento.

A matéria deve passar por análises das comissões da Câmara antes de ser votada em plenário.

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