publicidade
Política

Projeto que acaba com 'saidinhas' gera divergência no MPF

Grupo de subprocuradores rebateu colegas e deixou claro que é a favor do fim da saída temporária

PGR presos manifestação janeiro
Subprocuradores disseram que não concordam com nota de colegas emitida na terça-feira 6 contra o fim das 'saidinhas' | Foto: Divulgação/MPF

Três subprocuradores da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (7ª CCR/MPF) emitiram nota pública para deixar claro que são favoráveis ao projeto de lei que acaba com as “saidinhas”.

+ Leia as últimas notícias de Política no site da Revista Oeste.

Receba nossas atualizações

Trata-se de uma resposta de Elizeta Ramos, Maria Iraneide Facchini e José Adonis de Araújo Sá a uma manifestação contrária à alteração legislativa divulgada por colegas na terça-feira 6, quando a Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou o fim da saída temporária.

Aquela nota, divulgada por meio do site do MPF, era assinada pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional de Defesa da Cidadania (GT Cidadania), vinculado à 7º CCR/MPF. Porém, agora os subprocuradores dessa Câmara disseram que não concordam com aquela nota.

“O comunicado emitido no último dia 6 de fevereiro de 2024, contrário à proposta legislativa Projeto de Lei (PL) 2.253/2022, que revoga o artigo 122 da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984) acabando com as saídas temporárias dos presos que cumprem pena em regime semiaberto, denota uma manifestação particular e individual dos integrantes do Grupo de Trabalho Interinstitucional de Defesa da Cidadania, não sendo esse o entendimento da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão”, afirmaram os procuradores Elizeta, Maria Iraneide e Sá.

MPF havia divulgado nota contrária ao projeto que acaba com as ‘saidinhas’

saída temporária
Reação às ‘saidinhas’ foi reaquecida com assassinato de PM neste ano por preso do semiaberto beneficiado com a saída temporária | Foto: Arquivo/Agência Brasil

Já o GT Cidadania manifestou preocupação com o avanço do PL no Senado e destacou a suposta importância da ‘saidinha’ para a ressocialização de presos. “As chamadas saidinhas são importantes instrumento de ressocialização e reconstrução dos laços sociais, fortalecendo os vínculos familiares e contribuindo para o processo de reintegração social da pessoa em privação de liberdade”, afirmou o GT, ligado à 7ª CCR MPF.

Exclusivo: assassinos de policial estavam nas ruas graças à ‘saidinha’

O GT Cidadania é composto por Ministério Público Federal, Defensoria da União e Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, além de uma série de entidades que militam em favor do desencarceramento. São elas: Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Rio de Janeiro, Coletivo Maré 0800, Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial, Fórum Grita Baixada, Frente Estadual pelo Desencarceramento (RJ), Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular Luiza Mahin/UFRJ e Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência.

Senado aprova a urgência de projeto para limitar ‘saidinha’ de presos

A saída temporária, prevista na Lei de Execuções Penais, se aplica aos condenados que estejam no regime semiaberto e já tenham cumprido um quarto da pena. A recente reação contra o dispositivo veio depois que um preso beneficiado com a “saidinha” assassinou um policial militar de Belo Horizonte em janeiro.

Leia a nota dos subprocuradores na íntegra.

NOTA PÚBLICA

Os Subprocuradores-Gerais da República, abaixo-assinados, membros integrantes da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão, vêm afirmar que o Ministério Público é uma instituição pública autônoma, a quem a Constituição Federal atribuiu a incumbência de defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis, tendo como sua coluna vertebral a independência e a autonomia funcional, agindo sempre em respeito à Constituição, aos tratados e às leis. Neste sentido, o Comunicado emitido no último dia 6 de fevereiro de 2024, contrário à proposta legislativa Projeto de Lei (PL) 2.253/2022, que revoga o artigo 122 da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984) acabando com as saídas temporárias dos presos que cumprem pena em regime semiaberto, denota uma manifestação particular e individual dos integrantes do Grupo de Trabalho Interinstitucional de Defesa da Cidadania, não sendo esse o entendimento da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão.

Elizeta Maria de Paiva Ramos, subprocuradora-Geral da República, coordenadora da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão

Maria Iraneide Olinda Santoro Facchini, subprocuradora-Geral da República, membro Titular da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão

José Adonis Callou de Araújo Sá, subprocurador-Geral da República, membro Titular da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão

E aqui está o pronunciamento do Grupo de Trabalho Interinstitucional de Defesa da Cidadania.

1 comentário
  1. MNJM
    MNJM

    Parabéns aos subbprocuradores q votaram para suspender essa aberração.
    Boa parte não retorna p cadeia e ainda cometem crimes.
    Lugar de bandido e na cadeia .

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade