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Política

PSDB e PT começam 2025 praticamente extintos em SP

Ambas as legendas enfrentam encolhimento eleitoral no Estado que foram fundadas

Lula ao lado de Fernando Henrique Cardoso | Foto: Acervo FHC
Lula ao lado de Fernando Henrique Cardoso | Foto: Acervo FHC

O PSDB e PT estiveram no comando da política em São Paulo durante quase 20 anos. Os tucanos controlavam o governo estadual e tinham o maior número de prefeituras. O PT ocupava a segunda posição em quantidade de prefeitos. Esse cenário mudou radicalmente. Em 2024, o PSD, liderado por Gilberto Kassab, o Republicanos, ligado ao governador Tarcísio de Freitas, e o PL, alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, assumiram o protagonismo no Estado.

O PSD começará 2025 com 208 prefeitos paulistas, um salto expressivo em relação aos 67 eleitos em 2020. O PL ocupará o segundo lugar, com 105 prefeituras, contra as 42 de quatro anos atrás. O Republicanos ficará na terceira posição, com 87 cidades, depois de ter eleito apenas 23 prefeitos em 2020.

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Em contraste, PSDB e PT, partidos historicamente relevantes no Estado, enfrentam um declínio acelerado. Ambos perderam espaço no Estado que os fundou. O PSDB, que elegeu 180 prefeitos em 2020, terá apenas 22 em 2025.

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PSDB sofre crise no próprio comando, diz analista

De acordo com Elton Gomes, cientista político e professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), o principal desafio do PSDB atualmente é o seu próprio comando, o que pode levá-lo a ser absorvido por outro partido.

“O PSDB enfrenta atualmente uma profunda escassez de lideranças, o que, na minha opinião, torna mais provável que ele seja absorvido por outra legenda do que passar por uma fusão formal”, disse o analista a Oeste. “O partido parece estar caminhando para uma extinção natural, em razão da falta de capacidade organizacional, bem como à escassez de recursos humanos, materiais e políticos necessários para sua sobrevivência.”

Da esquerda para a direita, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, José Serra, Franco Montoro e José Richa no diretório do PSDB | Foto: Jamil Ismail/Estadão Conteúdo
Da esquerda para a direita, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, José Serra, Franco Montoro e José Richa no diretório do PSDB | Foto: Jamil Ismail/Estadão Conteúdo

Já o PT manteve suas quatro prefeituras, mas encolheu em influência eleitoral. Na Grande São Paulo, o partido administra somente Mauá, onde Marcelo Oliveira foi reeleito. No interior, comanda Matão, Santa Lúcia e Lucianópolis, municípios que não alcançam 100 mil habitantes. Segundo o IBGE, essas cidades somam pouco mais de 88 mil moradores.

O impacto eleitoral é evidente. As quatro cidades governadas pelo PT, que em 2020 reuniam 893 mil eleitores, terão apenas 391 mil votantes no próximo ano. A redução ultrapassa 500 mil eleitores.

Desde 2016, o PT não conseguiu superar os danos causados pela Lava Jato. A operação resultou na prisão de Lula e em condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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4 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Será o fim comemorado por todos os brasileiros

  2. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Que foto memorável.
    A besta falante e o pai dela juntos….

  3. Andrea Danyluk
    Andrea Danyluk

    Ler esta notícia trás esperanças de um mundo melhor para nossos compatriotas e residentes da grande maioria de cidades de São Paulo. Parabéns aos seus votantes que praticamente baniram o PT e o PSDB sinônimos de corrupções, atrasos, roubos, castigo, afastamento de Deus. Lula e Fernando Henrique são farinha do mesmo saco e representam o pior da política nacional. São Paulo e o Brasil merecem governantes honestos, minimamente falando!

  4. Christian
    Christian

    Só vota no PT qum tem minhoca na cabeça.
    PT acabou em SP.
    Procuraram e acharam.

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