PSDB mantém data das prévias e votação por aplicativo e urna

Sigla informou que erros no sistema foram corrigidos
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Da esquerda para a direita, governador de São Paulo, João Doria, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite | Foto: Reprodução/PSDB
Da esquerda para a direita, governador de São Paulo, João Doria, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite | Foto: Reprodução/PSDB

O PSDB decidiu manter a votação pelo aplicativo e rejeitou a possibilidade de adiar a disputa. As primárias que vão escolher o candidato da sigla ao Palácio do Planalto em 2022 estão marcadas para o próximo domingo, 21. Nas últimas semanas, o aplicativo se tornou o principal motivo de desentendimento nas prévias. O programa sempre enfrentou desconfianças do grupo de Doria, já que foi desenvolvido por uma fundação ligada à Universidade do Rio Grande do Sul.

Contudo, uma nova crise surgiu numa reunião no início da semana, quando viralizou um vídeo nas redes tucanas em que um vereador ensina como fraudar o sistema de votação pelo aplicativo. Na gravação, o parlamentar se passa por outra pessoa e sua participação é validada. Sob o impacto do vídeo, aliados de Eduardo Leite, que sempre foram a favor do software, se mostraram surpresos com a fragilidade do sistema e pediram o adiamento da disputa.

Disputa

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Em nota publicada na terça-feira 16, o PSDB informou que as falhas que aparecem no vídeo do vereador já foram corrigidas e que o sistema agora tem não só a dupla verificação via mensagem SMS, mas também um Itoken (um código gerado para cada participante), o que aumentaria a segurança. A sigla admite que o sistema ainda tem riscos, porém ressalta que eles são “menores do que uma votação em cédula de papel”.

A legenda também acrescentou que os votos de mandatários, que representam 75% do peso do colégio eleitoral, são menos suscetíveis a riscos de fraudes, já que eles passam por conferência individual realizada pelo Call Center do PSDB. Não passaria por esse filtro, porém, somente o grupo de filiados, cuja participação é de 25%. Pelas regras definidas para a disputa, os votantes foram divididos em quatro grupos. O vencedor precisa ter mais de 50% dos votos.

O primeiro grupo é composto de filiados sem mandato. No segundo estão prefeitos e seus vices. Vereadores, deputados estaduais e distritais formam o terceiro grupamento, seguido por governadores e vices, senadores, deputados federais, presidente e ex-presidentes da executiva nacional, que formam o quarto e último grupo. Pela regra, todos os grupos estarão aptos a votar pelo aplicativo. Em Brasília, haverá também a opção de votar em urnas eletrônicas.

Leia também: “É proibido modernizar a urna eletrônica?”, reportagem publicada na Edição 69 da Revista Oeste

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2 comentários Ver comentários

  1. Campanha antecipada disfarçada de prévia partidária. Já tem candidato definido (Doria) e estão simulando uma disputa interna para visitar todos os estados e já dar um tom de campanha para 2022.

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