Revista Oeste - Eleições 2022

Rede faz ato de apoio a Lula, mas libera base para voto em Ciro

Partido celebra candidatura de petista em evento em Brasília, mas diz permitir alternativa com o PDT
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Lula posa para foto em evento da Rede ao lado de Gleisi Hoffmann e Randolfe Rodrigues
Lula posa para foto em evento da Rede ao lado de Gleisi Hoffmann e Randolfe Rodrigues | Foto: Reprodução/Twitter

Lideranças do Rede Sustentabilidade formalizaram nesta quinta-feira, 28, apoio ao petista Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais deste ano. O ex-presidente participou de ato dos aliados em Brasília, ao lado de parlamentares do partido.

O ato foi comandado pelo senador Randolfe Rodrigues (AP), político que já vem atuando na coordenação de campanha de Lula. A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) Gleisi Hoffmann também compareceu ao evento e disse que o elo com a Rede tem o objetivo comum de “tirar a aberração que é Bolsonaro da cadeira de presidente da República”.

Entre as ausências esperadas estiveram as ex-senadoras Marina Silva e Heloísa Helena, dois nomes da Rede resistentes à aproximação ao PT.

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Mesmo com o ato com Lula em tom de apoio formal, a Rede Sustentabilidade divulgou na última quarta-feira, 27, um documento chamado de Resolução Partidária Sobre o Processo Eleitoral de 2022. No comunicado para os filiados, o partido libera o voto em Ciro Gomes (PDT).

A resolução partidária deixa claro para a base que a opção está aberta entre Lula e Ciro e que os adversários são ‘as forças políticas conservadoras, fascistas, de extrema direita, corruptas e patrimonialistas de conteúdo anti-vida e antidemocráticas’.

“Liberar os membros da Rede no envolvimento e apoio para eleição presidencial das candidaturas do campo democrático-popular expressas nos nomes de Ciro Gomes do PDT e de Luís Inácio Lula da Silva do PT, em cuja coordenação de campanha já vinha participando nosso senador Randolfe Rodrigues”, diz o documento.

Federação com o Psol

Recentemente a Rede aprovou a federação partidária com o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) para as eleições de 2022 e para o ciclo político dos próximos quatro anos.

A federação é uma novidade do sistema político brasileiro para as eleições deste ano e permite a união de dois ou mais partidos com pontos programáticos comuns. A parceria precisa ter duração mínima de quatro anos e ser registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 31 de maio.

Na prática, a federação surgiu como um instrumento para que partidos possam ultrapassar conjuntamente a cláusula de barreira — dispositivo legal que restringe a atuação parlamentar de uma legenda que não alcance determinado porcentual de votos.

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7 comentários Ver comentários

  1. Quando pensávamos que nada poderia ser pior do que PT, PSOL, PSTU, PCdoB, aparece essa tal Rede Sustentabilidade, com esse histérico Randolfe, pra mostrar que nada é insuperável.

  2. A poderosa Federação Rede e Psol encolheu depois da janela partidária: Rede tinha 1 deputado e passou para 2; Psol tinha 10 deputados e passou para 8. Juntos passaram de 11 para 10 deputados. Com esse gigantesco poderio nacional, o condenado ainda precisa falar com Ciro Gomes, Marina, Heloisa Helena… Tantas emoções!!!

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