Relator da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou, na quinta-feira 27, que está trabalhando para diminuir a resistência do Senado ao indicado do presidente Lula.
Ao sair de extensa reunião com Messias, o parlamentar explicou que se sente “honrado” com a missão de relatar a indicação, mas que ela é difícil “até pelo clima”. Antes do encontro, Rocha havia comparado a missão a ato de segurar uma “granada sem pino”.
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“Quando eu disse que jogaram uma granada sem pino no meu colo, eu percebi que há um movimento forte, que não vai ser fácil”, disse Rocha. “As últimas indicações não foram fáceis. Se pegarem André Mendonça e Flávio Dino, eles passaram com poucos votos de diferença. O PGR, a mesma coisa.”
“Agora vou atrás do pino para não deixar essa granada explodir”, completou o relator da indicação de Messias ao Supremo
Lula indicou Messias para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que deixou o Supremo voluntariamente em outubro. A escolha, no entanto, contrariou o Senado Federal — em especial o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) —, que defendia a o nome do também senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ocupar o cargo.
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A decisão do presidente Lula foi mais um desgaste na relação com Alcolumbre, que decidiu marcar a sabatina do advogado-geral da União para o dia 10 de dezembro. O prazo é considerado curto, já que o Planalto ainda precisa conquistar o apoio da maioria dos senadores à indicação. Para ser aprovado pelo Senado, Messias precisa de 41 dos 81 votos.
Mensagem oficial sobre Jorge Messias
Um ponto de atenção é que Lula ainda não formalizou, em mensagem ao Congresso, a indicação de seu AGU para a vaga no Supremo. Enquanto governistas acreditam que tal formalidade é essencial para a realização da sabatina, a ala próxima a Alcolumbre acredita que a publicação no Diário Oficial da União (DOU), que já ocorreu, é o suficiente.
O relator da indicação, por sua vez, acredita que a publicação no DOU já é um comunicado. Para o senador, se o objetivo do governo era atrasar o trâmite, “não deveria nem ter publicado no DOU“.
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