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Política

Relatora da CPMI pede reconvocação de Mauro Cid

Advogado diz que o tenente-coronel vai confessar venda de joias à Justiça

Advogado Mauro Cid
O tenente-coronel Mauro Cid durante seu primeiro depoimento à CPMI do 8 de Janeiro, em 11 de julho deste ano | Foto: Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A relatora da CPMI do 8 de Janeiro, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), apresentou um requerimento pedindo a reconvocação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao colegiado.

Conforme apurou Oeste, o documento, apresentado na semana passada, pode ser colocado na pauta de votação da CPMI, que acontece na terça-feira 22. A base governista pretende subscrever o pedido no momento em que for apresentado ao colegiado.

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Em 11 de julho deste ano, Mauro Cid prestou depoimento à CPMI do 8 de Janeiro. Ao longo de sete horas, o militar preferiu ficar em silêncio.

Agora, como justificativa, Eliziane argumenta que o requerimento se baseia nos novos fatos apurados pela comissão. Depois que a CPMI quebrou os sigilos bancários, telemáticos, fiscais e do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) de Mauro Cid, diversas informações vieram à tona.

Inicialmente, uma sequência de e-mails analisados pela comissão mostraram que o militar negociou a venda de um relógio Rolex, sem certificado, por R$ 300 mil.

O objeto teria sido um presente recebido por Bolsonaro em uma viagem oficial à Arábia Saudita em 2019. Em junho de 2022, data em que acontece a troca de e-mails, é o mesmo dia em que o Rolex foi encaminhado para o gabinete da Presidência da República.

Desde maio deste ano, Cid está preso depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investigava a inserção de informações falas em cartões de vacinação contra a covid-19.

Cid também é investigado em um inquérito da Polícia Federal que apura a existência de um esquema vendas de presentes recebidos em viagens oficiais por Bolsonaro. De acordo com a polícia, joias, relógios e esculturas foram negociados nos EUA.

Mauro Cid, pai e confissão

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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, ficou em silêncio em depoimento à CPMI do 8 de Janeiro | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Outro ponto a ser abordado pela CPMI é o envolvimento do pai de Mauro Cid, general Mauro Lourena Cid, nesse esquema. A conta bancária do general foi usada para receber os pagamentos pela venda das peças nos EUA.

Inicialmente, o general teria resistido à ideia, mas, posteriormente, concordou em emprestar a conta para evitar que Cid viajasse ao Brasil com dinheiro vivo em mãos.

Pai e filho falaram sobre aproveitar a ida do ex-presidente a Miami, nos EUA, em dezembro de 2022, para entregar parte do valor da venda dos presentes.

Devido à investigação da PF, na semana passada, a polícia deflagrou buscas e apreensões nos endereços de alguns envolvidos no caso, como o pai de Cid; o advogado Frederick Wassef, um dos advogados do ex-presidente; e Osmar Crivelatti, braço direito de Cid.

A PF ainda concluiu que tais atos serviriam para o “enriquecimento ilícito” de Bolsonaro e dos envolvidos. Em nota, defesa do ex-presidente negou qualquer desvio ou apropriação de bens públicos por parte de Bolsonaro.

Já o advogado Cezar Bitencourt, que assumiu a causa de Cid recentemente, disse que o tenente-coronel deve confessar a participação nas vendas das joias e, consequentemente, afirmar que a ordem partiu de Bolsonaro.

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1 comentário
  1. ROSANA DAS GRAÇAS NOGUEIRA
    ROSANA DAS GRAÇAS NOGUEIRA

    Ao contrário da militância esquerdista, tudo o que espero é a elucidação dos fatos de forma transparente e legal. Caso seja provada a culpa, que os responsáveis respondam dentro do rigor da lei, mas que esse método seja usado para todos os que infringiram a lei, independente do espectro político a que pertencem. O que se vê no Brasil, atualmente, é a perseguição a todos os que pertencem à oposição a esse desgoverno.

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