O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ligou para o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), e solicitou a sua renúncia ao cargo. A conversa ocorreu nesta terça-feira, 8, de acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
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O objetivo era permitir que Juscelino pudesse se defender de acusações fora do governo. Ele enfrenta uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto desvio de emendas parlamentares.
Durante a ligação, Lula pediu que o ministro deixasse o cargo para concentrar seus esforços em sua defesa. No final da tarde, Juscelino formalizou sua saída por meio de uma carta aberta ao público.

A exoneração do agora ex-ministro das Comunicações saiu no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 9. Em razão da viagem de Lula a Honduras, o vice-presidente Geraldo Alckmin assinou a ordem, no exercício de presidente.
A carta aberta de Juscelino Filho

No documento, Juscelino descreveu a decisão como uma das mais difíceis de sua carreira política. “Solicitei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva meu desligamento do cargo de ministro das Comunicações”, começou o agora ex-ministro.
“Não o fiz por falta de compromisso, muito pelo contrário. Saio por acreditar que, neste momento, o mais importante é proteger o projeto de país que ajudamos a construir e em que sigo acreditando.”
Ele também afirmou que sua demissão representa um gesto de respeito ao governo e à população brasileira. Destacou, ainda, a necessidade de se dedicar à sua defesa com serenidade e confiança.
“Sei que a verdade há de prevalecer”, defendeu-se. “As acusações que me atingem são infundadas, e confio plenamente nas instituições do nosso país, especialmente no Supremo Tribunal Federal, para que isso fique claro. A justiça virá!”
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