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Política

Reportagens de Veja não afetam a delação de Cid, diz Moraes

Revista publicou duas notícias que puseram em xeque o acordo celebrado pelo tenente-coronel e a Polícia Federal, sobre suposto golpe

mauro cid
O tenente-coronel Mauro Cid, durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro, no Senado - 11/7/2023 | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Nesta terça-feira, 9, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que as reportagens da revista Veja que lançaram dúvidas sobre a delação do tenente-coronel Mauro Cid “não afetam absolutamente em nada” o acordo celebrado pelo militar, tampouco representam qualquer “prejuízo às defesas”.

A 1ª Turma do STF retomou hoje o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por suposta tentativa de golpe de Estado.

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Em uma primeira notícia, a Veja revelou áudios nos quais Cid sugere ter sido coagido a firmar a colaboração premiada com a Polícia Federal. Em uma segunda reportagema, a revista mostrou que o militar criou um perfil no Instagram no qual se passava por sua mulher, a fim de se comunicar com terceiros. Por meio da página, o tenente-coronel revelou trechos de sua colaboração ao advogado Eduardo Kuntz. Além disso, durante sessão no STF, Cid mentiu ao afirmar desconhecer o perfil.

“A veracidade dessas alegações ainda está sendo objeto de investigação em inquérito”, disse o magistrado, em alusão à investigação aberta para apurar os prints vazados pelo advogado Eduardo Kuntz, nos quais Cid revela trechos de sua colaboração premiada. Na sequência, Moraes reafirmou a validade do acordo.

Moraes sugere má-fé de advogados que interpelaram delação de Mauro Cid

alexandre de moraes
O ministro Alexandre de Moraes, STF, durante a segunda sessão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro — 3/9/2025 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Ainda na sessão, Moraes sugeriu que advogados das defesas de réus podem estar agindo de má-fé em interpelações da colaboração.

“As defesas insistem, e eu diria que confundem, os oito primeiros depoimentos dados sucessivamente em 28 de agosto de 2023 com oito delações contraditórias”, disse Moraes. “Isso foi reiteradamente dito, aqui, como se fosse uma verdade. Com todo o respeito, mas beira a litigância de má-fé.”

Leia também: “Teatro supremo”, reportagem publicada na Edição 286 da Revista Oeste

3 comentários
  1. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    Esse julgamento do Bolsonaro está totalmente “bichado” e o careca psicótico, assim como seus parças, vão passar para a história como tiranos e desonestos. É por isso que querem tanto calar as redes sociais.

  2. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Moraes pode dizer o que quiser. Há uma realidade soberana que se impõe e o desacredita e o desabilita para julgar. Essa realidade tem muitas faces. Em primeiro lugar o julgamento é uma montagem forçada em cima de argumentos construídos com narrativas e sem provas sólidas. Em segundo lugar como pode alguém ainda ter uma toga sobre os ombros se está envolvido em denúncias de forja de provas por Tagliaferro, um assistente seu. É alguém que perdeu o visto para os Estados Unidos. Coleciona dezenas de pedidos por impeachment no Senado. Alguém com a cabeça exposta pela LEI MAGNITSKY por atos contra os direitos humanos, por perseguição, prisões ilegais e crueldades. Seja qualquer que for o resultado deste julgamento ele não passa de uma grande farsa para tirar Bolsonaro do caminho.

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