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Política

Secretário de Lula diz que problemas das apostas ilegais ‘decorrem da omissão’ do governo Bolsonaro 

Giovanni Rocco Neto, responsável pela pasta de Apostas Esportivas do Ministério do Esporte, afirma que a gestão petista está ‘fazendo muita coisa’ depois de o setor ficar 5 anos sem regulamentação

Giovanni Rocco Neto
O secretário nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte (Snaede) do Ministério do Esporte, Giovanni Rocco Neto | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O secretário nacional de Apostas Esportivas e Desenvolvimento Econômico do Esporte (Snaede), Giovanni Rocco Neto, atribuiu ao que chamou de “omissão” do governo Jair Bolsonaro os principais problemas enfrentados atualmente pelo mercado de apostas no Brasil. Ele deu a declaração nesta terça-feira, 2, depois de participar de painel no evento Bis Brasília.

Ao ser interpelado por Oeste sobre as ações do governo Lula para enfrentar casos sérios relacionados a apostas ilegais, Rocco afirmou que a falta de regulamentação na gestão Bolsonaro permitiu a expansão de operadores irregulares e dificultou o controle de um setor que hoje movimenta bilhões de reais no país.

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“Primeiro, quem está operando casa de apostas sem licença é bandido”, iniciou. “Isso precisa ficar claro. As pessoas sabem o que é necessário fazer para obter uma licença. O governo do presidente Lula está trabalhando para regulamentar um setor que não foi regulamentado durante o governo Bolsonaro. Muitos dos problemas que enfrentamos hoje decorrem justamente dessa omissão do Estado.”

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Segundo o secretário, a regulamentação passou a funcionar efetivamente apenas em junho de 2024, depois da aprovação da legislação que disciplinou o setor. Rocco argumentou que o governo federal atua para diferenciar empresas autorizadas de operadores clandestinos, que continuam oferecendo apostas sem licença.

“É muito simples perguntar o que estamos fazendo, mas estamos fazendo muita coisa”, prosseguiu. “O setor ficou cinco anos sem regulamentação. Há um papel que cabe ao Estado e outro que cabe às empresas, que precisam cumprir as regras estabelecidas. E você pode ter certeza de que, em pouco tempo, essa questão do mercado ilegal será resolvida.”

Atuação contra apostas ilegais

Ao defender as medidas adotadas pela atual gestão, Rocco afirmou que milhares de plataformas ilegais já foram retiradas do ar desde o início do processo regulatório: “Para você ter uma ideia, a gente já bloqueou 40 mil casas de apostas”.

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De acordo com o secretário, o universo de empresas interessadas em explorar o mercado era significativamente maior do que o número de operadores que efetivamente buscaram autorização para atuar dentro das regras estabelecidas pelo governo.

“A gente está falando de um mercado que começou com mais de 15 mil casas de apostas, sendo que é uma concessão de serviço público”, explicou. “E só 85 empresas compraram licença. Temos que dividir muito bem o que são as empresas que querem trabalhar de forma correta e sabem disso, e o que é bandido ofertando jogo ilegal.”

Combate com auxílio da polícia

Mais uma vez indagado por Oeste sobre a permanência de operadores clandestinos no mercado brasileiro, Rocco respondeu: “Bandido se pega com polícia”. “Não é o Ministério da Fazenda que vai pegar a casa de aposta ilegal. É a polícia que tem que pegar a casa de aposta ilegal.”

Segundo ele, quem continua operando sem licença está conscientemente descumprindo as regras estabelecidas pelo governo, “e a polícia vai atrás dele”. Na sequência, o secretário ressaltou que a expectativa do governo é reduzir significativamente a atuação dessas empresas nos próximos meses.

“Você pode ter certeza que, em um curto espaço de tempo, essa questão do mercado ilegal vai ser resolvida”, afirmou. “Semana passada, a Polícia Federal determinou a criação de uma base específica para cuidar de apostas. O problema se tornou um problema gigantesco por irresponsabilidade do governo anterior.”

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3 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    RESPOTA PDRÁO DESSA PETRALHADA CORRUPTA….SEMPRE É CULPA DOS OUTROS, NO CASO BOLSONARO É O PREFERIDO !

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Eu acho que decorrem da época do D PedroI, como pode um imbecil desse continuar nessa narrativa…igual ao ladrao mor

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