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Política

Segurança Pública de SP afasta 8 PMs investigados em caso de assassinato de delator

Inquérito analisa envolvimento de agentes com o PCC; documento da Corregedoria da PM foi assinado pelo coronel Fábio Sérgio do Amaral

Força-tarefa do governo do Estado de São Paulo investiga o caso. Ao centro, o secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite
Força-tarefa do governo do Estado de São Paulo investiga o caso. Ao centro, o secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite | Foto: Divulgação/SSP

Nesta terça-feira, 12, um documento oficializado pelo coronel Fábio Sérgio do Amaral, chefe da Corregedoria da PM, determinou o afastamento de oito policiais militares que estão sob investigação da força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

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Os agentes são suspeitos de envolvimento na escolta do delator do PCC Antônio Vinicius Lopes Gritzbach — ação que infringe as normas disciplinares da corporação. Gritzbach foi alvo de dez tiros, na última sexta-feira, 8, e morreu, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Antônio Vinicius Lopes Gritzbach - delator do PCC
O delator levou dez tiros na saída do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos | Foto: Reprodução/Twitter/X

Os celulares dos policiais em questão foram confiscados e passam por análise, com o objetivo de encontrar evidências que esclareçam o nível de envolvimento dos agentes no caso.

Procedimento disciplinar da Segurança Pública

Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite
Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O delegado-geral Artur Dian destacou a importância de um procedimento administrativo disciplinar robusto para efetuar o afastamento. Ele declarou que, “para que possamos fazer um afastamento, pela lei orgânica, é necessário um procedimento administrativo disciplinar que não paire dúvidas sobre autoria e materialidade”.

Esse inquérito busca reunir evidências concretas para embasar as acusações contra os agentes investigados. O secretário de Segurança Pública do Estado, Guilherme Derrite, instituiu uma força-tarefa nesta segunda-feira, 11, com o objetivo de acelerar a apuração e encontrar os responsáveis pelo crime.

“Nós criamos essa força-tarefa para dar uma resposta a esse caso o mais rápido possível”, afirmou Derrite.

O grupo de investigação tem a liderança do secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico Gonçalves. A equipe inclui ainda o delegado Caetano Paulo Filho, do Departamento de Inteligência da Polícia Civil, e a delegada Ivalda Aleixo, do DHPP.

Leia também: “O cemitério das estrelas”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 242 da Revista Oeste

Também participam o coronel Pedro Luís de Souza Lopes, chefe do Centro de Inteligência da PM, e o coronel Fábio Sérgio do Amaral, da corregedoria. A presença do Ministério Público e da Polícia Federal na força-tarefa, através do compartilhamento de informações, reforça a robustez das investigações.

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