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Política

Sem voto impresso: novo Código Eleitoral amplia punições por ‘desinformação’

Relator rejeita emendas de senadores da oposição e reforça confiança nas urnas eletrônicas, alvo de críticas no Congresso

Marcelo Castro
Para Marcelo Castro, o retorno ao papel causaria aumento de custos, criaria riscos operacionais e ampliaria os pontos de falha | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado começa a analisar nesta quarta-feira, 9, o novo Código Eleitoral, que consolida cerca de 30 normas em um único texto. O jornal Gazeta do Povo divulgou as informações nesta terça-feira, 8.

O relator da proposta, senador Marcelo Castro (MDB-PI), excluiu a possibilidade do voto impresso e endureceu as punições contra a divulgação de supostas informações falsas durante o processo eleitoral.

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Castro rejeitou as emendas apresentadas pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Izalci Lucas (PL-DF) e Esperidião Amin (PP-SC), que defendiam a impressão do voto. O relator argumenta que as urnas eletrônicas já garantem segurança, confiabilidade e auditabilidade. Segundo ele, o sistema nunca apresentou fraudes desde a sua adoção em 1996.

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Para Castro, o retorno ao papel causaria aumento de custos, criaria riscos operacionais e ampliaria os pontos de falha. Ele destacou que a Justiça Eleitoral realizou 15 eleições com o modelo atual, todas sem comprovação de fraudes. A proposta relatada por ele recebeu 373 emendas. Ao todo, cerca de 40 foram acolhidas total ou parcialmente, e o parecer substitutivo já circula entre os parlamentares.

Como resultado, a exclusão do voto impresso gerou reações imediatas. Eduardo Girão acusou o relator de atuar “a serviço do sistema” e criticou o andamento do projeto às vésperas do recesso parlamentar.

Girão ainda cobrou que partidos com direito a destaque apresentem a proposta rejeitada diretamente em plenário. Além disso, o senador denunciou o que chamou de “desmanche da Lei da Ficha Limpa” e classificou como “aberração” a forma como o projeto tramita.

“Infelizmente, o Novo, pelo tamanho que tem dentro do Senado, não tem direito a destaque, mas eu espero que colegas dos outros partidos, PL, PP, enfim, outros que tenham direito a destaque, façam pra gente votar”, disse o parlamentar.

Izalci Lucas, líder da oposição no Senado, também prometeu recorrer à votação de destaque. Para ele, não se trata apenas do voto impresso, mas da auditabilidade.

“Eu, como auditor, só confio naquilo que é auditável”, disse Izalci à Gazeta. “O que não é auditável não é confiável. Será que a urna é mais segura do que o sistema financeiro, que sofreu ataque de hackers recentemente?”

Voto e apuração passam a ter proteção reforçada no novo código

O novo texto prevê penas mais duras para quem divulgar supostas informações falsas com o objetivo de manipular o processo eleitoral. O parecer de Castro estabelece reclusão de até quatro anos, com agravantes que aumentam a pena em casos de uso de redes sociais, discriminação racial ou simulação de conteúdos sexuais envolvendo candidatos.

As sanções sobem para até dois terços a mais quando há uso de impulsionamento, estruturas comerciais ou disparos em massa. Quando a intenção for afetar diretamente os sistemas de votação, apuração ou totalização, a pena também será ampliada.

+ Leia também: “TSE: filha de Gilmar Mendes integra novo grupo de combate à desinformação”

A proposta também mantém a centralidade da Justiça Eleitoral nas auditorias. Contudo, abre espaço para ampliar o papel de entidades fiscalizadoras. Castro defende que o Tribunal Superior Eleitoral, por ter corpo técnico especializado, continue coordenando os procedimentos.

Entre as mudanças, o texto proíbe o uso de cheques em campanhas eleitorais, veta promoção pessoal de agentes públicos em perfis privados durante o ano eleitoral e reforça regras de prestação de contas para partidos.

7 comentários
  1. Guilherme Bueno da Silveira
    Guilherme Bueno da Silveira

    MENTIRA!!!!! NÃO ENGANAM MAIS NINGUÉM!!!!!

  2. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    É melhor aprovar o voto impresso… vão-se os anéis e ficam os dedinhos…. pelo menos durante mais um tempo…
    AVISO! se pagarem pra ver e roubarem as eleições 2026… vão ter morte !

  3. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    vÃO PERDER TUDO!
    a oligarquia funcionalismo publico e políticos profissionais da famigerada nova republica.. estão cavando e preparando a FOSSA que eles e seus familiares vão ser jogados…
    Não se mexe com aposentadorias de gente que CONTRIBUIU honestamente… quem entrou sem contribuir ou privilegiados do setor publico vão ser cobrados.
    SEM VOTO impresso/confiável a ira popular vai exigir SANGUE de bandidos/vagabundos e TODO o setor publico sangue suga.

  4. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Assim então, pavimentando a continuação do Luladrão ou quem sabe, a Canja presidanta…!

  5. Marbov
    Marbov

    Este Senador Marcelo Castro foi o mesmo que antes de Lula tomar posse, relatou o projeto para autorizar o próximo governo a gastar mais 200 bilhões além do Orçamento que já estava aprovado pelo Congresso..

  6. Renato Perim
    Renato Perim

    Bem, então teremos Lula novamente na presidência ano que vem.

  7. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Tem de avisar pra esse parasita que a hora de está chegando.
    Mais um pelego e menino de recados do MSTF.
    Se estiver candidato a reeleição, a população tem de saber pra não votar nessa coisa !

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