publicidade
Política

Senado aprova convocação da AGU para explicar mudanças em precatórios

Advocacia-Geral da União revogou portaria que permitia usar títulos para pagar outorga de concessões

bloqueio de bens manifestantes precatórios
Jorge Messias é o advogado-geral da União | Foto: Renato Menezes/AGU

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira, 21, a convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para explicar a revogação da portaria que regulamentava o uso de precatórios para pagar outorgas de concessões de serviços públicos por empresas que participassem de leilões.

O autor do requerimento para a convocação, senador Rogério Marinho (PL-RN), lembrou que a Emenda Constitucional 113/2021 permitiu, de forma automática, o uso do crédito para o pagamento de outorgas e para outras situações, como a compra de imóveis e a quitação de dívidas com a União.

Receba nossas atualizações

Entretanto, a Advocacia-Geral da União (AGU), responsável pelo encontro de contas, decidiu, no último dia 15, suspender a regulamentação e estabelecer prazo de 120 para novas regras, a serem feitas por uma comissão. “Acontece que tal medida tem causado uma grande preocupação em segmentos da iniciativa privada, sobretudo concessionárias de infraestrutura, e gerado insegurança jurídica”, afirmou Marinho, no requerimento.

Ele lembrou que a emenda de 2021 foi aprovada “como um mecanismo de atrair investidores, bem como de reduzir a dívida da União”.

O uso de precatórios no pagamento de concessões afeta diretamente o leilão da sétima rodada de aeroportos, que licitou o Aeroporto de Congonhas e outros terminais, em agosto de 2022. O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, disse na segunda-feira 13, que o andamento das tratativas sobre as outorgas do leilão está suspenso até que a AGU conclua se o governo terá ou não de aceitar precatórios como forma de pagamento.

Há duas semanas, França afirmou que a posição do governo era de não aceitar precatórios nos leilões de aeroportos, mesmo com autorização constitucional, em vigor desde 2021.

Relacionadas

Leia mais sobre:

0 comentários
  1. Christian
    Christian

    Tudo para que não ocorra privatizações. Socialismo é assim: Tudo na mão do governo. Agora o que não entendo é como uma lei votada pelo legislativo pode ser contrariada por decreto pelo Governo “da hora”. O congresso deveria se impor, afinal, eles estão lá para fazer Leis…! o mesmo ocorre com a lei das estatais. Votaram e ninguém obedece ????

    1. Victor
      Victor

      Bessias sendo bessias. Um simples pau mandado. Capacho inconsequente.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade