publicidade
Política

Senado aprova projeto para 'cota' no streaming

Pela proposta, que seguirá para análise na Câmara dos Deputados, plataformas passam a ser obrigadas a ter uma quantidade mínima de produções nacionais em seus catálogos

Adultos dominam assinaturas de streaming, segundo Serasa | Foto: Pixabay
Políticos querem obrigar serviços de streaming a terem mais filmes e séries brasileiros | Foto: Reprodução/Pixabay

Avança para a Câmara dos Deputados o projeto que busca obrigar as plataformas de streaming que operam no Brasil a incluir um número mínimo de produções nacionais nos catálogos. A medida foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado nesta terça-feira, 16.

O texto, que também regulamenta os serviços de vídeo sob demanda, estabelece alíquotas para a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine).

Receba nossas atualizações

Plataformas com 2 mil títulos terão de oferecer pelo menos 300 conteúdos brasileiros, e as quantidades aumentam gradativamente conforme o tamanho do acervo. Segundo a proposta, a Condecine será uma cobrança anual com alíquota máxima de 3%, incidindo sobre empresas com faturamento bruto anual acima de R$ 96 milhões.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

De acordo com o texto, companhias com faturamento entre R$ 4,8 milhões e R$ 96 milhões recolhem 1,5%. Abaixo disso, a alíquota é zero. A contribuição também pode cair pela metade no caso de o streaming oferecer ao menos metade do acervo em produções nacionais. O autor do projeto é o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), e Eduardo Gomes (PL-TO) foi o relator.

A proposta de “cota” nacional em serviços de streaming

streaming X tv - dagomir marquezi
Projeto sobre ‘cota’ de produções nacionais em plataformas de streaming seguirá para a Câmara dos Deputados | Foto: Reprodução/Canva

De acordo com a proposta, a fiscalização ficará a cargo da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Conforme a Agência Senado, as empresas deverão apresentar ao órgão documentos que comprovem o faturamento e a listagem de conteúdos audiovisuais nacionais nos catálogos.

A Ancine deve garantir, porém, a confidencialidade de segredos comercial e industrial nas circunstâncias em que isso for necessário.

Ficam de fora da relação os materiais feitos pelos próprios usuários — possivelmente para casos como o YouTube, em que há muitos produtores independentes. Serão excluídos da contagem também canais educacionais, jornalísticos, de esporte e de jogos eletrônicos, mesmo quando oferecidos por provedores de vídeo sob demanda.

Leia também: “A nova internet”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 205 da Revista Oeste


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Andrea Merchak de Souza
    Andrea Merchak de Souza

    É um absurdo quererem empurrar conteúdo nacional obrigatório se ninguém vai assistir. Em vez disso, poderiam fazer uma lei em que os assinantes só fossem obrigados a pagar pelo conteúdo que realmente consomem.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade