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Política

Senado monta 'CPI paralela' para investigar o Master

Membros de subcomissão da Casa agendaram encontro com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

Master Calheiros
O presidente da CAE, senador Renan Calheiros, disse que as investigações do grupo avançarão 'doa a quem doer' I Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instalou, nesta quarta-feira, 4, um grupo de trabalho para investigar o caso Banco Master. A subcomissão funcionará como uma espécie de “Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) paralela”, sem precisar passar por todo o rito de instalação destes colegiados.

De acordo com o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), a comissão tem o dever constitucional de fiscalizar os Poderes. Assim, disse ele, o objetivo do grupo será “vasculhar o pântano do Banco Master, doa a quem doer”.

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“Mais uma vez, a nação está indignada com a maior fraude bancária do Brasil”, afirmou Calheiros. “Além de legislar, debater, sabatinar autoridades, é dever desta comissão vasculhar esse pântano do Banco Master e todas as suas ramificações, doa a quem doer.”

O primeiro compromisso da subcomissão está marcado para a tarde desta quarta-feira, quando os senadores irão se reunir com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, na sede da autoridade monetária, em Brasília.

Damares nega “oportunismo” na “CPI paralela” contra o Master

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) negou a ideia de que a CAE estaria sendo “oportunista” ao criar uma subcomissão para investigar o caso do Banco Master.

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Segundo Damares, o comissão está atenta ao caso desde abril de 2025, quando a bancada de senadores do Distrito Federal, junto do senador Confúcio Moura (MDB-RO), apresentou um requerimento de audiência pública para apurar a relação entre o Master e o Banco Regional de Brasília (BRB).

A senadora ressaltou o caráter permanente da CAE — ao contrário das CPIs, que são temporárias —, e afirmou que o colegiado terá o dever de “fechar todas as brechas” na legislação que permitiram a fraude bancária, sobretudo envolvendo o Master e o BRB.

“Parte de toda essa confusão é porque a legislação deu brechas”, disse Damares. “Vamos ter que fechar todas as brechas. Então, todas as modificações legislativas precisam nascer nesta comissão, tramitar nesta comissão, ser discutidas nesta comissão e aprovadas nesta comissão.”

Leia também: “O Banco Master chegou ao Planalto”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 307 da Revista Oeste

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