Senado rejeita indicação de diplomata para cargo na ONU

Profissional se recusou a responder pergunta de Kátia Abreu
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O diplomata Fábio Mendes Marzano, que teve sua ida para a ONU impedida pelo Senado | Foto: Reprodução/TV Senado
O diplomata Fábio Mendes Marzano, que teve sua ida para a ONU impedida pelo Senado | Foto: Reprodução/TV Senado | diplomata fábio mendes marzano - senado - onu - senadora kátia abreu

Profissional se recusou a responder pergunta de Kátia Abreu

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O diplomata Fábio Mendes Marzano, que teve sua ida para a ONU impedida pelo Senado | Foto: Reprodução/TV Senado

O nome escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para se integrar à delegação permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU) foi rejeitado pelos senadores na terça-feira 15. Dessa forma, o diplomata Fábio Mendes Marzano não se juntará à equipe baseada em Genebra, na Suiça.

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A indicação de Marzano foi vetada por 37 senadores. Apenas nove votaram favoráveis à ida dele para trabalhar na ONU, e um parlamentar se absteve. Antes de ser barrado pelo plenário do Senado Federal, o diplomata participou de audiência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) da Casa parlamentar.

Integrante da CRE, Kátia Abreu (PP-TO) destacou o que pode ter resultado na rejeição ao nome de Marzano. Segundo a senadora, o diplomata se recusou a responder uma pergunta formulada sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia e questões ambientes relacionadas ao agronegócio brasileiro.

Pergunta e resposta

Kátia Abreu perguntou de qual forma os senadores poderiam ajudar para a aprovação do acordo Mercosul e União Europeia. Com a palavra, Fábio Mendes Marzano explicou que a representação “não se ocupa de temas ambientais”, sendo voltada à parte de direitos humanos. “Se a senhora me permite, eu não estaria mandatado a opinar aqui sobre o acordo Mercosul-União Europeia”, disse o diplomata.

A senadora lamentou a postura do indicado de Bolsonaro para a função de delegado permanente na ONU. “Um delegado permanente, embaixador em Genebra, que se recusa a comentar o acordo Mercosul-União Europeia, eu só tenho a lamentar”, reclamou a congressista. Mesmo assim, Marzano seguiu sem comentar a questão.

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6 comentários Ver comentários

  1. Que competência têm os senadores para decidir se alguém está apto ou não a ocupar determinado cargo? Por exemplo, essa imbecil que pergunta sobre comércio a alguém que vai tratar de direitos humanos, quem julga a capacidade dela? O cara não se recusou a responder, simplesmente disse que não é da alçada dele.

  2. Isso é uma provocação sem tamanho, uma falta de respeito por parte da senadora e dos 36 que acompanharam o voto dela. Agora, o senado tem 81 senadores. entendi que 8 votaram a favor dele, e os outros 35? Estavam no café?

  3. Querem parecer respeitáveis senhores que protegem a sociedade brasileira. Assim fica difícil o governo Bolsonaro continuar sendo gentil e diplomata com o CONGRESSO e com o SUPREMO. Todos os dias, gestos autoritários derrubam decisões do governo e destroem a imagem do pais no exterior.

  4. Senado só tem criança, e a maioria parece que tem retardo mental.
    Impressionante isso.
    Na próxima vão perguntar pro embaixador pra Itália o que acha da usina de Itaipu.

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