O jornal O Estado de S. Paulo revelou que o senador Alexandre Luiz Giordano (Podemos-SP) acumulou R$ 19,5 mil em despesas com alimentação reembolsadas pelo Senado nos últimos três meses. O parlamentar ganhou repercussão nacional depois de tentar fugir de uma blitz da Polícia Militar de São Paulo, usando o cargo para intimidar agentes.
Os registros oficiais apontam que o gabinete de Giordano gastou R$ 8,4 mil em dezembro, R$ 6,4 mil em janeiro e R$ 4,7 mil em fevereiro, com média mensal de R$ 6,5 mil. O Senado permite o reembolso quando as refeições têm ligação com a atividade parlamentar, mas não há verificação prática sobre o uso.
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Entre as contas mais caras está uma despesa de R$ 900 em uma churrascaria de Jaguariúna (SP), sem detalhamento dos pedidos, e um jantar no Rubaiyat, em Brasília, que incluiu uma picanha de 550 gramas por R$ 426. Em dezembro, o senador também pediu polvo à lagareiro, lula assada e bolinhos de bacalhau em Mairiporã (SP), com custo de R$ 690.
Durante o recesso de janeiro, Giordano frequentou restaurantes de luxo em São Paulo, como Coco Bambu e Famiglia Mancini. Nestes estabelecimentos ele pediu pratos de camarão e medalhão ao molho poivre. Em fevereiro, já com o retorno dos trabalhos legislativos, voltou ao Coco Bambu e à churrascaria Fogo de Chão, acumulando novas despesas com rodízios e carnes de primeira.
Quem é o senador
Giordano é um empresário nascido em 1973. Ele foi eleito suplente do senador Major Olímpio (PSL), que morreu em março de 2021 em decorrência de complicações da Covid-19. Com a morte do titular, assumiu a vaga por São Paulo e permaneceu no Senado por quase cinco anos, com pouca visibilidade pública. Até o episódio em que deu carteirada para fugir de uma blitz.
Policiais militares abordaram Giordano na última segunda-feira, 23, na zona norte de São Paulo, enquanto ele dirigia uma Land Rover P530 preta sem placas, com giroflex ligado e habilitação vencida há dois anos.
A abordagem, registrada por câmeras corporais, mostra o senador ameaçando os agentes e tentando escapar, quase atropelando um policial.
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O único consolo é saber que a vida pública dessa criatura termina no final deste ano. O eleitor nem sabe quem é o suplente, vota no senador e não sabe o tipo de sujeito que são os seus suplentes. Eu nunca tinha ouvido falar dessa besta que hoje representa o meu estado.
Vale a pena destacar que o veículo custa entre R$1.100.000 e R$1.500.000 dependendo da versão.
Não seria o caso de a RECEITA FEDERAL investigar?
Com a mais absoluta certeza, outros candidatos, mais bem votados que esse, não assumiram por essa legislação eleitoral sem pé nem cabeça.