O senador Carlos Viana (Podemos-MG) apresentou uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da jornada de trabalho para criar a escala 4×3 para profissionais da saúde e da segurança pública. O parlamentar anunciou a medida na noite deste domingo, 7, por meio da rede social X.
A proposta prevê quatro dias de trabalho seguidos por três dias consecutivos de descanso para profissionais desses setores. Segundo Viana, o modelo busca ampliar o tempo de recuperação física, mental e familiar de trabalhadores que atuam em funções consideradas de alta exigência e responsabilidade.
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A emenda se destina a policiais, bombeiros, médicos, enfermeiros, socorristas e outros da chamada “linha de frente”. O senador argumentou que essas categorias enfrentam rotinas marcadas por longos plantões, pressão constante e contato frequente com situações de risco.
“Apresentei uma emenda à PEC para garantir mais qualidade de vida a quem protege e salva vidas”, escreveu Viana. Na publicação, o parlamentar questionou quem cuida dos profissionais responsáveis por atender a população em situações de emergência e defendeu medidas concretas de valorização.
Senador traz debate sobre jornada de trabalho

A iniciativa surgiu durante as discussões sobre mudanças nas regras da jornada de trabalho no país. O tema ganhou espaço no Congresso Nacional com propostas que defendem alterações em modelos tradicionais de escala, incluindo debates relacionados ao chamado fim da escala 6×1.
Nesse contexto, a emenda de Carlos Viana propõe um tratamento específico para categorias ligadas à saúde e à segurança pública. O senador sustenta que a natureza dessas atividades exige condições diferenciadas de descanso e recuperação.
ATENÇÃO, BRASIL.
— Carlos Viana (@carlosaviana) June 8, 2026
Apresentei uma emenda à PEC para garantir mais qualidade de vida a quem protege e salva vidas.
Se o governo quer discutir novas jornadas de trabalho, chegou a hora de responder:
Quem cuida de quem cuida da população?
Estou propondo a possibilidade da escala…
Ao anunciar a proposta, Viana afirmou que homenagens e discursos de reconhecimento não são suficientes para valorizar os profissionais que atuam na proteção da população. Segundo ele, a discussão sobre novas jornadas de trabalho precisa incluir aqueles que lidam diariamente com emergências, salvamentos e atendimento direto aos cidadãos.
A emenda agora passa a integrar as discussões da PEC no Senado, a qual já recebeu aprovação da Câmara. Os parlamentares deverão analisar os impactos da medida e sua compatibilidade com o texto em debate. A tramitação ocorre em paralelo às discussões mais amplas sobre a redução da jornada de trabalho e os modelos de escala adotados por diferentes categorias profissionais no Brasil.
Leia mais: “A armadilha da redução de jornada”, reportagem de Sarah Peres publicada na Edição 324 da Revista Oeste
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