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Sindicatos pedem a governadores ‘lockdown nacional’

Seis entidades prometem "cruzar os braços" em protesto ao governo federal
Estudo mostra que não se observou redução da taxa de mortalidade onde houve fechamento
Estudo mostra que não se observou redução da taxa de mortalidade onde houve fechamento | Foto: CTB/Flickr

Na quinta-feira 18, seis centrais sindicais enviaram uma carta ao governador do Piauí, Wellington Dias (PT), coordenador do Fórum dos Governadores. As entidades defendem um lockdown imediato, nacional, articulado e coordenado”. Assinado pela CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CSB, o documento registra a “criminosa ausência de coordenação nacional e o negacionismo do governo federal”. Consta no texto, ainda, as mortes por covid-19, as quais seriam culpa do presidente Jair Bolsonaro. Além disso, os representantes patronais defendem o investimento na compra de vacinas, a aprovação de orçamento para a saúde e a liberação de recursos voltados à rede hospitalar e preventiva, a criação de um comitê científico de crise e a volta do auxílio emergencial no valor de R$ 600. No dia 24 deste mês, os sindicalistas prometem “cruzar os braços”, como protesto.

O fracasso do lockdown

Publicado pela revista britânica The Lancet em julho de 2020, um estudo revelou que, em uma comparação entre 50 países, a covid-19 foi mais mortal em lugares com população mais velha e com maior taxa de obesidade, mas não se observou redução de mortalidade em países que fecharam suas fronteiras ou aplicaram o “bloqueio completo”. Na Universidade de Edimburgo, na Escócia, um pesquisador concluiu que as infecções na Grã-Bretanha já estavam diminuindo antes que o lockdown começasse no fim de março.

Uma análise realizada pelo Instituto de Tecnologia de Karlsruhe descobriu que as infecções na Alemanha estavam se reduzindo na maior parte do país antes do início das medidas de confinamento. Também foi provado que o toque de recolher imposto na Baviera e em outros Estados não surtiu efeito. Nos Estados Unidos, menos de 1% da população vive em lares de idosos, mas, em janeiro de 2021, essa pequena fração foi responsável por 36% das mortes por covid-19 no país. Até mesmo quem estava “protegido” entre muros não escapou do contágio.

Leia mais: “O fracasso do lockdown”, reportagem publicada na Edição 45 da Revista Oeste

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