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Sociedade de pediatria defende reabertura de escolas

Entidade alerta para o aumento considerável de casos de ansiedade e estresse entre crianças e adolescentes
Em vários países, os alunos já estão frequentando os colégios
Em vários países, os alunos já estão frequentando os colégios | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) defendeu nesta sexta-feira, 29, a reabertura urgente das escolas. Na noite da quinta-feira 28, a Justiça do Estado de São Paulo suspendeu a volta às aulas presenciais. Em nota, a entidade pede que as autoridades governamentais de todas as esferas se unam para proporcionar condições estruturais e sanitárias de modo que as salas de aula físicas possam operar. Entre outros pontos, a SBP alerta para os impactos negativos em razão do isolamento, como a depressão infantil.

Conforme especialistas apontam no documento, houve aumento considerável de casos de ansiedade e estresse entre crianças e adolescentes no período do confinamento. A SBP pede que o Brasil siga o exemplo de países europeus, em que as escolas foram as últimas a fechar e as primeiras a retomarem às atividades. Em vários países, os alunos já estão frequentando os colégios. Um estudo realizado pelo Insights for Education, com dados de 191 nações, concluiu que a abertura de escolas não tem relação com as taxas de infecção por covid-19.

Recomendações dos pediatras para a volta às aulas

  • Que os professores tenham treinamento para reconhecer e encaminhar, de forma precoce, crianças com risco de sofrimento psíquico ou com transtornos da saúde física e mental. E que sejam definidas equipes de suporte psicológico;
  • Controle do fluxo de entrada e saída de alunos, familiares e profissionais, para evitar aglomeração nesses espaços;
  • Horário diferenciado para cada turma;
  • Fazer exercícios práticos de como e quando lavar as mãos de forma correta com os alunos de modo periódico;
  • Sanitização dos ambientes;
  • Uso de máscaras.
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4 comentários

  1. Prezado Cristyan bom dia. Tenho esposa e filhas professoras na rede pública. A realidade Cristyan é outra. Há salas de aulas com 35 alunos. Há alunos com necessidade especiais e a professora sem auxiliar como manda a lei. Os computadores não têm contrato de manutenção. Há uma faxineira para escola toda. Há na rede pública da cidade( não vou declinar qual a cidade para não dar problema de perseguição) muitos alunos em sala de aula monitorados pelo Conselho Tutelar com país presos, alcoólatras, agressivos e outros tantos que trabalham e não podem (ou não querem) dar apoio nenhum aos filhos. As escolas são depósitos dessas crianças para os país trabalharem. São os avós que dão conta na maioria imensa dos casos. Dezenas de alunos vão ao banheiro ao mesmo tempo , pois não há pessoal suficiente para esse controle. Não há material de higienização e mal há papel higiênico . As diretoras e professoras se matam nas salas de aulas e continuam trabalhando em suas casas resolvendo relatórios sem fim , preenchendo diários sem fim e dando atenção aos pais o tempo todo. O pátio de recreio é um só para todos. O pátio é de cimento cru e quando uma criança cais se rala toda. A merenda é aquela que você conhece. Há – segundo o próprio Governo- sete mil escolas no Brasil sem banheiro. As crianças chegam em Vans lotadas ou viajam hora de metrô ou ônibus lotados. Os funcionários de limpeza são terceirizados. Enfim Cristyan, como seguir as recomendações num ambiente como este comum à maioria das escolas no Brasil? Imagine no interior de Sergipe, Maranhão, Amazonas, Acre e por aí vai. Seria preciso um grande projeto para alavancar essa ideia e dar suporte logístico e financeiro às escolas.

  2. Quem quer fazer alguma coisa, arruma um jeito, quem não quer fazer nada, arruma uma descupa.Justiça metendo o bedelho numa área que não fomina é o apocalipse.Passamos 30 anos emburrecendo a sociedade com o método Pau do Freire, agora encontraram a epidemia para continuar não ensinando?

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