Sonia Guajajara minimiza atitude de professor que humilhou aluno em escola de SP

De acordo com a indígena, a postura de Messias Basques foi ‘um pouco mais incisiva do que precisava’
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A líder indígena Sonia Guajajara
A líder indígena Sonia Guajajara | Foto: Reprodução/Instagram

A indígena Sonia Guajajara, ex-candidata à Vice-Presidência da República pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol), qualificou como “incisiva” a postura do professor Messias Basques, responsável por humilhar um aluno da Escola Avenues, em São Paulo.

“Talvez, a postura do professor tenha sido um pouco mais incisiva do que precisava, mas penso que deve haver respeito de ambas as partes”, observou a indígena, em entrevista concedida ao portal Poder360 na quarta-feira 4 . “O fato de o aluno ser adolescente não lhe dá o direito de desrespeitar ninguém.”

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Segundo Guajajara, o estudante quis constrangê-la. “Ele quis me inferiorizar, fazer-me passar por mentirosa”, ressaltou. “E o professor o repreendeu, por entender essa tentativa de constrangimento.”

A história

Durante uma palestra na Avenues, realizada em 28 de março, um aluno foi humilhado pelo professor Messias Basques. Isso porque, depois de ouvir a apresentação de Guajajara, recheada de críticas ao agronegócio e ao governo federal, o estudante pediu a palavra e expôs suas discordâncias.

“Quando você falou em democratizar as terras dos proprietários, penso que se equivocou”, afirmou. “A democracia é um modelo de governo, mas tirar algo de alguém não é. Isso é roubo de propriedade privada. Você poderia melhorar isso na próxima vez.”

O aluno foi adiante. “Você disse que os agrotóxicos estão destruindo a mata”, lembrou. “Concordo. Estão mesmo. Apenas três tipos de agrotóxicos estão sendo usados no Brasil, porque os partidos que você apoia não liberam os outros, menos tóxicos. Isso impede o desenvolvimento da agricultura.”

As críticas incomodaram o professor. “Quando você entender o que é ser uma pessoa deste tamanho, lembrará deste dia com muita vergonha”, advertiu. “Então, a minha recomendação é: respeite-me, porque sou doutor em Antropologia. Não tenho opinião, sou especialista em Harvard. No dia em que você quiser discutir conosco, traga seu diploma e sua opinião, fundamentada em ciência. Aí sim poderá discutir com um especialista em Harvard.”

A Avenues, cuja mensalidade é de R$ 10 mil, informou que “resolverá a situação da melhor forma possível”.

Leia mais: “A arrogância professoral e a cultura do diploma”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 107 da Revista Oeste

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