No que depender da maioria dos vereadores de Sorocaba (SP), a Parada do Orgulho LGBT da cidade ocorrerá sem a presença de crianças. A proibição do público infantil no evento, programado para 30 de agosto, foi tema de projeto de lei elaborado pela vereadora Tatiane Costa (PL). O texto nesse sentido acabou aprovado pela Câmara Municipal nesta terça-feira, 7.
A Oeste, Tatiane comemorou o resultado da votação. Ela, entretanto, lamenta o fato de a proposta ter encontrado resistência na esquerda.
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Com a aprovação, caberá ao prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) sancionar o projeto. Autora do texto, a vereadora do PL é crítica ao trabalho do chefe do Poder Executivo sorocabano.
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Em vídeo no Instagram, Tatiane também comemorou a aprovação de outro projeto de sua autoria, o que cria a Semana de Conscientização da Síndrome Pós-Aborto. De acordo com ela, a segunda proposta visa a dar apoio às mulheres que, influenciadas ou não por terceiros, acabam por realizar aborto. “Dia de vitória”, enfatizou a integrante do Partido Liberal.
Vereadora de Sorocaba busca aproximar a direita do cenário cultural
Assumidamente cristã, sendo contra o aborto e a presença de crianças em eventos como paradas gays, Tatiane Costa trabalha para fazer com que a pauta cultural deixe de ser uma marca da esquerda. Bacharel em piano pela Universidade Paulista, ela vê, conforme registro de seu perfil no site da Câmara Municipal de Sorocaba, “a cultura como base da sociedade”.
“Infelizmente, sempre existiu um lugar vago na pauta da cultura na direita, o que sempre deu essa pauta de mão beijada para a esquerda deitar e rolar”, observa Tatiane. “Mais do que falar de arte e cultura, tenho formação na área e trabalhei com isso. Sei do lado de dentro como é, como funciona e, além disso, quais são as verdadeiras demandas. Isso faz toda a diferença.”
“A cultura é o que molda o imaginário da população, sua forma de ver, pensar e reagir, não focar cultura é um grande tiro no pé”, prossegue a vereadora sorocabana. “Uma criança que cresce ouvindo músicas falando de tráfico e estupro é incentivada desde cedo a cometer esses atos hediondos. Lidar com segurança pública é o urgente, mas lidar com cultura é um projeto de longo prazo. Basta olhar para a Europa e ver o índice de criminalidade de países que desenvolveram e priorizaram arte e beleza ao longo de gerações.”
Ligada ao cenário cultural e contra a presença de crianças em parada gay, Tatiane Costa tentará alçar um novo desafio político. Isso porque ela é pré-candidata a deputada federal por São Paulo. O anúncio da pré-candidatura foi feito há duas semanas, quando esteve ao lado do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Oeste divulgou, em dezembro do ano passado, a possibilidade de Tatiane concorrer ao cargo de deputada federal.
Leia também: “Em nome da ‘inclusão’, a exclusão das mulheres”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 314 da Revista Oeste
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